Sobe para 7 o número de mortos em desabamento

Por Carolina Santos
Carro é encontrado no meio dos destroços do desabamento |Marcelo Camargo/ABr Carro é encontrado no meio dos destroços do desabamento |Marcelo Camargo/ABr

Subiu para sete o número de pessoas mortas em um desabamento de uma obra, na manhã desta terça-feira, na zona leste de São Paulo. A informação foi confirmada nesta noite pelo Corpo de Bombeiros. Outras 26 vítimas do acidente foram socorridas com vida e encaminhadas a hospitais da cidade e da região metropolitana.

Por volta das 8h30 desta terça-feira, um prédio em construção desabou na Avenida Mateo Bei. Estima-se que pelo menos mais seis pessoas ainda estejam soterradas. Vinte e três viaturas do Corpo de Bombeiros foram para o local. O Águia, cães farejadores, Comgás, Eletropaulo, Sabesp, Defesa Civil, SAMU e a polícia também apoiam os trabalhos de resgate.

 

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A suspeita é de que um problema em uma viga tenha causado o desabamento do prédio de dois andares, que estava praticamente concluído. Antes da construção, o local era ocupado por um posto de combustível. As causas serão ainda apuradas pela perícia da Polícia Técnico-Científica. O 49º Distrito Policial, de São Mateus, será responsável pelo inquérito.

A obra

A prefeitura de São Paulo emitiu nota informando que era irregular a situação da obra em São Mateus, bairro da zona leste da cidade, que desabou nesta terça-feira. Segundo a informação oficial, o responsável não apresentou pedido de alvará de execução para que a obra fosse feita.

De acordo com texto, em 13 de março, a subprefeitura de São Mateus emitiu um auto de intimação e um auto de multa, por falta de documentação no local da obra. A multa foi no valor de R$ 1.159. Em 25 de março, a subprefeitura emitiu outra multa pelo não cumprimento da primeira intimação, no valor de R$ 103.500, e emitiu um auto de embargo.

A prefeitura ressalta que, em 10 de abril, recebeu um pedido de alvará de aprovação de edificação nova (Processo 2013.0.102.750-9), que ainda estava em análise. No entanto, o Código de Obras da cidade diz que a obra só poderia ter sido iniciada – mesmo sem resposta da subprefeitura – caso tivessem decorridos os prazos dos dois pedidos, ou do pedido conjunto (alvará de aprovação e alvará de execução).

“Ainda assim, a obra ficaria sob inteira responsabilidade do proprietário e dos profissionais envolvidos, e estaria sujeita a adequações ou até a demolição”, explicou a prefeitura.

O Crea (Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura) de São Paulo informou que está apurando a existência de uma ART (anotação de responsabilidade técnica), necessária à execução de atividades e serviços de engenharia e geologia pelos profissionais e empresas contratados. “Em atenção ao evento em referência, o Crea-SP já tomou conhecimento da ocorrência e sua área de fiscalização está tomando as providências necessárias, na sua esfera de atuação”, disse em nota.

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