Companhia aérea barra jovem após piada do pai

Por BAND
Episódio aconteceu no aeroporto de Cumbica | Divulgação Episódio aconteceu no aeroporto de Cumbica | Divulgação

A estudante que foi barrada no aeroporto de Cumbica, na Grande São Paulo, por uma brincadeira de seu pai disse que a companhia Qatar Airways se negou a embarcá-la e pediu que procurasse outra empresa de transporte aéreo. No último sábado, Thaís Burato da Silva, de 24 anos, estudante de Gestão Ambiental da USP (Universidade de São Paulo), iria viajar a Bali, na Indonésia, para participar de um congresso.“Passei pelo pré-check-in. Quando a gente estava na fila, meu pai fez um comentário inocente. E foi perto de um dos funcionários. Ele reportou aos superiores. Fui afastada da fila. Chegaram vários funcionários. Disseram que eu não podia embarcar”, relata a estudante em entrevista à Rádio Bandeirantes. O comentário do pai, Renato Camargo, foi: “Filha, ainda bem que não descobriram que você é terrorista”.

Taís diz que ofereceu a bagagem para ser revistada pela companhia e pediu para que a PF (Polícia Federal) fosse chamada. Nenhum dos pedidos foi ouvido. “Disseram que eu não ia mais viajar pela Qatar”, lembra a universitária.

A estudante e seu pai só tomaram providências no domingo, quando foram ao aeroporto de Congonhas, em São Paulo, e registraram um boletim na ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil). Eles também procuraram a PF, que teria lhes dito que a companhia poderia barrar o embarque, mas apenas após ter procurado os agentes da Polícia Federal. Eles fariam uma entrevista e veriam se a pessoa poderia ou não barrada.

A passagem de Taís foi paga pela USP; a estudante iria arcar com as despesas do congresso, US$ 250, mais estadia e alimentação. “Acho que a USP vai ter que entrar com algum processo. Afinal, é dinheiro público”, acredita a estudante, que desistiu de participar do evento, já iniciado.

Renato, pai da estudante, diz que a “brincadeira, infelizmente, foi mal interpretada”. “Foi uma brincadeira que eu fiz com ela. A Taís tem 1,54m, é pequeninha, já viajou pelo mundo”, conta.

Agora, Renato busca os direitos da filha. “Existe uma relação comercial que não foi cumprida. A companhia tinha um serviço a ser prestado, e por uma razão ela não conseguiu embarcar. Esse recurso tem que ser ressarcido para quem pagou”, observa.

Para o pai, a companhia tem direito de barrar passageiros. “Mas não de reter documentos, causar constrangimento e não chamar a Polícia Federal”.

A Qatar Airways diz que só irá se pronunciar por nota, que ainda não foi divulgada.

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