Metrô testa sistema que promete reduzir lotação

Por Tercio Braga
Estação Sacomã, que tem o sistema desde janeiro | Rodrigo Paiva/Folhapress Estação Sacomã, que tem o sistema desde janeiro | Rodrigo Paiva/Folhapress

Previsto para funcionar no ano passado, o novo sistema de controle e sinalização do metrô começou a funcionar ontem em toda a linha 2-Verde. O modelo promete reduzir em 20% o tempo de espera dos passageiros nas estações da linha – que tem 14,7 km de extensão – com a redução no intervalo entre os trens, que hoje é de 2,6 minutos, em média.

O CBTC (Comunication-Based Train Control) já vinha funcionando, aos domingos, em um trecho de 2,9 km na linha verde, entre as estações Vila Prudente e Sacomã, desde janeiro. Segundo o Metrô, o modelo vai continuar funcionando aos domingos e, dependendo do desempenho apresentado, a operação será estendida para os dias da semana.

Com o CBTC, o Metrô espera reduzir a superlotação nas estações da linha 2-Verde, que teve, em 2012, média de ocupação de 5,7 passageiros por metro quadrado no horário de pico da tarde. Baseado em comunicação por radiofrequência, o sistema permite a localização em tempo real de todas as composições nos trechos da linha.

Hoje, a localização dos trens é enviada para a central de operações por cabos de fibra ótica, e apenas em alguns pontos fixos.

Para evitar o risco de acidentes, as composições precisam ficar a pelo menos 150 metros de distância.

De acordo com o Metrô, o novo sistema também é mais seguro porque evita que o trem ultrapasse a velocidade permitida, além de comportar operação automática, que é capaz de realizar a movimentação do trem independentemente da presença de operador, assim como já acontece na linha 4-amarela, administrada pelo consórcio ViaQuatro. Ainda não há prazo para que o CBTC seja instalado nas outras linhas.

Os contratos para a instalação do novo modelo foram assinados com a Alstom em 2008, ao custo de mais de R$ 700 milhões.

A empresa é uma das investigadas pelo Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) e pelo Ministério Público de São Paulo por suspeita de integrar um suposto cartel em licitações do Metrô e da CPTM. 

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