Ciclista mutilado deve recorrer contra atropelador

Por Tercio Braga
Alex Siwek indica à polícia onde jogou o braço da vítima | Adriano Lima/Brazil Photo Press/Folhapress Alex Siwek indica à polícia onde jogou o braço da vítima | Adriano Lima/Brazil Photo Press/Folhapress

O ciclista David Sousa, de 21 anos, – que perdeu um braço após ser atropelado enquanto andava de bicicleta – deve recorrer da decisão da Justiça que considerou o crime lesão corporal, e não tentativa de homicídio.

Na prática, o estudante de psicologia Alex Siwek, de 22 anos – autor do atropelamento – pegará pena máxima de 2 anos, que é convertida em prestação de serviços ou multa. Para tentativa de homicídio, a pena varia de 6 a 20 anos.

O advogado da vítima, Ademar Gomes, disse ontem que vai aguardar a publicação oficial da decisão para avaliar com qual recurso irá ingressar. “O David não se conforma. Ele não aceita ter perdido um braço e isso acabar apenas em cestas básicas”.

A decisão, unânime, foi tomada anteontem pela 12ª Câmara de Direito Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo. A Corte entendeu que o caso é apenas um crime de trânsito.

O acidente ocorreu no dia 10 de março, por volta das 6h da manhã, na avenida Paulista. Siwek atingiu Souza quando ele estava na ciclofaixa. O braço foi decepado e ficou preso no para-brisa. Siwek fugiu sem prestar socorro e jogou o membro em um córrego.

Ele voltava de uma boate, e segundo o advogado dele, havia bebido “três latas de cerveja”.  David reclamou da decisão. “É uma injustiça. Só alimenta a impunidade”.

Siwek chegou a ser preso, mas deixou a Penitenciária de Tremembé 11 dias após o acidente.

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