"Remédios não influenciaram", diz médica de Marcelo Pesseghini

Por fabiosaraiva

A médica Neiva Damaceno, que tratava de Marcelo Pesseghini, de 13 anos, disse à polícia que os remédios contra fibrose cística que ele tomava não influenciavam no comportamento. Segundo a polícia, o garoto matou a família de policiais militares e, depois, suicidou-se em uma chacina no início do mês de agosto.

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Médica comenta sobre depoimento à polícia

Pelo menos mais sete pessoas devem ser ouvidas pela polícia sobre o caso dos assassinatos da família na zona norte da cidade. Até agora, cerca de 30 pessoas já prestaram depoimento, entre elas parentes e colegas do garoto de 13 anos.

Nesta sexta-feira, estudantes também serão ouvidos; a polícia não disse que os garotos já conversaram com a polícia nesta investigação ou se são novas testemunhas.

Na semana que vem é a vez dos depoimentos de cinco policiais militares; eles foram os primeiros soldados a entrar na casa da família após o crime.

Os três laudos do Instituto de Criminalística e os dois do IML (Instituto Médico Legal) estão previstos para chegar ao Departamento de Homicídios também na próxima semana.

O garoto Marcelo Pesseghini, de 13 anos, contou aos amigos de escola que matou os pais, a avó e a tia-avó um dia após o crime. O caso aconteceu no início do mês, na zona norte de São Paulo. As informações foram divulgadas na quarta-feira, pela polícia, após novos depoimentos de alunos nesta terça-feira.

De acordo com a polícia, a revelação foi feita minutos antes do início da aula, no último dia 5 de agosto. As investigações apontam que Marcelo matou a família, foi à escola no dia seguinte, voltou para casa e se suicidou.

Os depoimentos de dois alunos aconteceram no DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). Um deles afirmou, ainda, que o garoto lhe perguntou: “Se eu morrer, você vai sentir minha falta?”. Os dois afirmaram não terem acreditado em Marcelo.

Exames

Exames preliminares feitos com a família de PMs vítima de uma chacina no início do mês revelaram que o sargento da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar); a mulher, uma cabo da PM; a mãe dela e a tia não foram dopados pelo menino Marcelo, de 13 anos, acusado de cometer o crime.

Nesta segunda-feira, novas imagens mostraram o menino apontado pela polícia como autor do massacre deixando a escola. Para a Polícia Civil, Marcelo matou a família, foi à escola dirigindo o carro da mãe, voltou para casa e cometeu suicídio. Novas imagens de câmeras de segurança da região revelam que ao deixar o colégio, ás 11h35, o menino, acompanhado de dois colegas, vai até o carro da mãe, no lugar onde havia estacionado, e fica no veículo por oito minutos.

A suspeita da polícia é que Marcelo desistiu de voltar dirigindo, já que o carro estava apertado entre dois outros. Ele retorna à escola e, de lá, pega carona com o pai de um amigo. No meio do caminho, para novamente, abre o veículo da mãe e segue com o carona.

De madrugada, peritos fizeram testes de tiros na casa onde as cinco pessoas foram encontradas mortas. No teste sonoro, os primeiros disparos de pistola semiautomática foram dados meia-noite dentro da casa onde ocorreu a chacina. Dez minutos depois foram dados mais três tiros.

Com o uso de aparelhos de medição de ruídos, instalados em duas casas, os peritos chegaram à conclusão de que os vizinhos tinham mesmo condição de ouvir os disparos naquele horário em que o silêncio prevalecia na rua dom Sebastião, Vila Brasilândia, na zona norte de São Paulo.

O caso

Um sargento da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), a mulher – também policial militar, a sogra, de 67 anos, a tia da esposa, de 55, e o filho de 13 anos foram encontrados mortos em duas casas de um mesmo terreno, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo.

O crime, segundo investigações da polícia, teria ocorrido no domingo (4), mas só foi descoberto na segunda-feira. O filho do casal de PMs, que também morreu, teria sido o atirador. Depois do crime, ele teria ido à escola, voltado e se matado com um disparo na cabeça.

De acordo com o Comando da PM (Polícia Militar), o sargento da Rota deveria ter entrado no trabalho às 5h e a mulher dele, às 9h. A polícia foi encaminhada até a casa da Brasilândia depois que colegas do 18º Batalhão, da Freguesia do Ó, estranharam a falta da agente.

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