STF abre inquérito contra Gabriel Chalita

O parlamentar do PMDB de São Paulo é suspeito de receber propina de empresas quando era secretário de Educação entre 2002 e 2006

Por BAND

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao Supremo Tribunal Federal, nesta terça-feira, abertura de um inquérito contra o deputado federal Gabriel Chalita.

O parlamentar do PMDB de São Paulo é suspeito de receber propina de empresas quando era secretário de Educação entre 2002 e 2006, no governo Geraldo Alckmin. Segundo uma denúncia feita por um ex-auxiliar do deputado, o dinheiro viria de contratos públicos superfaturados. A defesa de Chalita diz que as denúncias não tem credibilidade.

Em março deste ano, Chalita teve seu nome envolvido em outra denúncia. Segundo o jornal “Folha de S. Paulo” um conjunto de e-mails sugere a existência de um caso de espionagem na gestão de Chalita à frente da Educação de São Paulo, no mesmo período.

De acordo com a publicação, os e-mails entregues ao MP (Ministério Público) sugerem que um ex-diretor da FDE (Fundação para o Desenvolvimento da Educação) – órgão ligado à Secretaria da Educação de São Paulo – repassou informações internas do governo para um fornecedor, o grupo COC.

Os e-mails foram repassados ao MP por Roberto Grobman, segundo o jornal. O analista de sistemas diz ter sido assessor informal de Chalita – foi ele, aliás, quem apresentou documentos que revelam que duas funcionárias da Secretaria de Educação escreveram livros cuja autoria é atribuída a Chalita: “Pedagogia do Amor” (2003) e “Mulheres que Mudaram o Mundo” (2005). Chalita é autor de 38 livros.

 

Ao tomar conhecimento das primeiras denúncias envolvendo seu nome na época, Chalita divulgou nota em que negava as acusações e questionava por que as denúncias foram apresentas 10 anos após sua saída da secretaria. O deputado dizia que as acusações eram parte de um jogo estratégico de dossiês para destruir sua reputação.

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