"Que a verdade seja dita", diz pichação feita na casa dos PMs

Por fabiosaraiva
Segundo a investigação, família foi morta no domingo | Reprodução/Facebook Segundo a investigação, família foi morta no domingo | Reprodução/Facebook

A residência da família de policiais militares morta no bairro da Brasilândia, na zona norte de São Paulo, amanheceu com os muros pichados nesta sexta-feira. Desde segunda-feira, a polícia investiga a chacina que resultou na morte de cinco pessoas, incluindo dois PMs e seu filho de 13 anos. Uma das pichações diz: “Que a verdade seja dita”.

O menino de 13 anos suspeito de ter matado a família e se suicidado, na zona norte de São Paulo, aprendeu a dirigir e a atirar com os pais. A informação foi revelada por um PM que mora na rua das vítimas, em depoimento. Ao todo, 15 pessoas já foram ouvidas sobre o caso.

Nesta quinta-feira, o Brasil Urgente mostrou com exclusividade imagens com os corpos da família de PMs morta no último domingo. O apresentador José Luiz Datena analisou as fotografias das vítimas ao lado da presidente da Associação dos Peritos Criminais do Estado de São Paulo, Maria do Rosário Mathias Serafim.

As fotografias mostram o pai do menino acusado de ter sido o autor dos disparos, um sargento da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar); a mãe, também policial militar; a avó; a tia-avó e o próprio garoto, que teria se suicidado. O caso aconteceu no último domingo.

Maria do Rosário diz que “custa a acreditar” que foi o menino de 13 anos quem atirou em toda a família em São Paulo. “Minha descrença se prende à pressa de se falar tão rapidamente quem foi o acusado do crime”, afirmou a perita. Mas, segundo ela, se foi mesmo o menino, é a “mente mais doentia” que ela já viu.

“Não é assim que se age. Pode aparecer alguma coisa que mude”, completa. De acordo com ela, é importante que se dê um tempo maior para afirmar com certeza que foi o garoto.

Maria do Rosário tem 35 anos de experiência como perita em São Paulo. “É preciso saber se o menino teria capacidade de dar esse tiro”, completa.

 

Vídeo 

Imagens divulgadas na terça-feira pela Polícia Civil mostraram o momento em que o filho do casal, um menino de 13 anos, suspeito de matar a família, chega à escola em que estudava com o carro da mãe. O vídeo foi registrado por uma câmera de segurança da rua.

Um amigo reconheceu o colega de colégio ao ver a gravação, segundo a polícia. O garoto sai do veículo e se dirige para a escola. O menino estava com a mesma mochila que foi encontrada por policiais militares na casa da família, após o assassinato.

Escola 

Investigações do DHPP (Departamento de Homicídio de Proteção à Pessoa) de São Paulo revelam que o menino de 13 anos foi à escola após o crime. Depois da aula, o garoto ganhou uma carona até sua casa, onde teria se suicidado.

“Tudo leva a crer, após análise de imagens nas proximidades do colégio, que o menino matou os familiares na noite do domingo e, na segunda-feira, foi de carro até o colégio”, afirmou o coronel Benedito Meira em entrevista à Rádio Bandeirantes. Segundo ele, trata-se de “uma tragédia familiar”.

O coronel afirmou, ainda, que “todas as pessoas morreram após serem baleadas com a mesma pistola – calibre 40 – que foi encontrada debaixo do garoto. O disparo que ele tomou na cabeça leva a crer que foi um suicídio”. “Em 32 anos de polícia nunca vi nada igual”, afirmou o coronel.

Um revólver também foi encontrado pela polícia na mochila do filho do casal de policiais militares.

O caso

Um sargento da Rota (Rondas Ostensivas Tobias Aguiar), a mulher – também policial militar, a sogra, de 67 anos, a tia da esposa, de 55, e o filho de 13 anos foram encontrados mortos em duas casas de um mesmo terreno, na Vila Brasilândia, zona norte de São Paulo.

O crime, segundo investigações da polícia, teria ocorrido no domingo (4), mas só foi descoberto nesta segunda-feira. O filho do casal de PMs, que também morreu, teria sido o atirador. Depois do crime, ele teria ido à escola, voltado e se matado com um disparo na cabeça.

De acordo com o Comando da PM (Polícia Militar), o sargento da Rota deveria ter entrado no trabalho às 5h e a mulher dele, às 9h. A polícia foi encaminhada até a casa da Brasilândia depois que colegas do 18º Batalhão, da Freguesia do Ó, estranharam a falta da agente.

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