Menino havia dito a colega que queria matar os pais

Por Carolina Santos

O estudante  Marcelo Pesseghini, de 13 anos –  suspeito de assassinar os pais, a avó, a tia – sonhava em matar os pais, fugir e se tornar um matador de aluguel. A afirmação foi dada em depoimento à polícia ontem pelo melhor amigo do garoto.

Segundo o menino, Marcelo já o havia convidado várias vezes a pegar o carro dos pais e fugir com ele.

A policial militar Andréia Pesseghini, de 36 anos, o sargento da Rota Luís Marcelo Pesseghini, a mãe da policial militar, Benedita de Oliveira Bovo, de 67 anos, a tia da policial, Bernadete Oliveira da Silva, de 55 anos, e o garoto foram encontrados mortos em duas casas da família que ficam no mesmo terreno.

Os homicídios ocorreram na madrugada de anteontem, na Vila Brasilândia, na zona norte. O delegado Itagiba Franco disse que o inquérito não está encerrado, mas os indícios (veja quadro abaixo) apontam que o menino foi  o autor dos crimes e depois se matou.

Segundo Franco,  os cinco disparos, feitos à queima roupa,  foram  com uma pistola .40.  A arma foi encontrada na mão do menino que, segundo a polícia, se suicidou horas mais tarde.

A polícia suspeita que o garoto tenha executado primeiro o pai, que dormia na sala. Ao ouvir o tiro, a mãe saiu do quarto e se ajoelhou diante do filho, que a executou com um tiro na cabeça.

Depois, Marcelo foi para a outra casa e matou a avó e a tia, que também dormiam.

No quarto do garoto foram encontradas armas de brinquedo, imitações de coldres de revólveres e de um escudo da tropa de choque.

O computador do garoto será periciado para se tentar achar mais provas.

As testemunhas começaram a ser ouvidas ontem,.

O corpo da tia menino foi enterrada ontem na capital. Os corpos das outras quatro vítimas foram sepultados em Rio Claro.

 

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Tio questiona tese policial

 

Um dos principais indícios de que Marcelo foi autor do crime foi ele ter morrido com um tiro à queima roupa no lado esquerdo da cabeça. Segundo a polícia, ele era canhoto.

Mas Fábio Pesheghini, irmão do pai do menino, afirma que o sobrinho não era canhoto e que não acredita que ele seja o assassino. “Eu tenho quase certeza de que ele era destro. Não achamos que ele fez isso”.  Segundo a polícia, outros familiares confirmaram que ele era canhoto.

Câmeras  próximas à escola onde Marcelo estudava mostram uma pessoa estacionando o veículo da mãe do garoto, à 1h15 de segunda-feira.

A pessoa sai às 6h30, com uma mochila nas costas e entra na escola. Segundo o amigo de Marcelo que depôs, é o colega que aparece nas imagens. Após sair da aula, Marcelo pegou carona com o pai do amigo que o levou até em casa. Marcelo pediu para que ele não buzinasse porque a família estaria dormindo. As aulas na escola onde ele estudava foram suspensas ontem e só retornam amanhã.

 

Perfil no Facebook usava foto de assassino de jogo

 

Marcelo Pesseghini utilizava no seu perfil do Facebook a imagem do protagonista da série de videogames “Assassin’s Creed”. O jogo narra a história de um homem que faz parte de uma seita de assassinos e pretende vingar a morte de seus familiares durante o Renascimento.

Ontem à tarde, o perfil  passou a ser atualizado. A página mostra que um novo perfil foi criado com nome e endereço (URL) iguais ao do garoto. O Facebook, no entanto, não informa o motivo da atualização do perfil e diz que não comenta casos específicos. O mais provável é que, após a morte de Marcelo, a página tenha sido excluída, e o endereço esteja sendo usado por outra pessoa.

Rprodução da página do garoto Marcelo no facebook Rprodução da página do garoto Marcelo no facebook
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