Protesto no Palácio chega ao 4º dia, manifestantes pedem CPI

Acampamento de manifestantes pede por criação de CPI e desmilitarização da polícia

Manifestantes estão há quatro dias no local | Reprodução TV Manifestantes estão há quatro dias no local | Reprodução TV

Um grupo de 15 pessoas, em sistema de revezamento, entra no quarto dia de acampamento em frente ao Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. Eles estão no local desde o início da madrugada do último sábado.

O grupo reivindica a criação de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar a recente denúncia de formação de cartel nas licitações de metrô e trem de São Paulo. Pedem ainda a desmilitarização da polícia e a responsabilização do governo estadual em casos de violações de direitos humanos, entre eles a reintegração de posse da comunidade Pinheirinho, em São José dos Campos, e o Massacre do Carandiru.

O grupo não se identifica como parte de uma organização política ou partidária, mas alguns integrantes são filiados a partidos políticos ou movimentos sindicais. “Cada um vem aqui com sua própria ideologia. A gente senta e discute todos os assuntos que são colocados em pauta”, disse um estudante que se identificou como Arthur Biu.

Eles explicaram que os participantes do protesto são estudantes e trabalhadores e, por isso, estão fazendo um revezamento. Segundo os manifestantes, no turno da noite, o total de acampados chega a cerca de 70 pessoas. O grupo pretende enviar representantes ao protesto previsto para esta terça-feira na Avenida Paulista.

 

Manifestante é preso

 

Por volta das 6h40 de domingo, um manifestante foi preso por ter pichado o muro do Palácio dos Bandeirantes, segundo a polícia. De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), o suspeito foi foi surpreendido por PMs enquanto tentava fugir em um ônibus.

Além de estar com as mãos manchadas de tinta, o rapaz trazia consigo uma máscara de pintor. Ele negou o crime e alegou que seguia para o trabalho, porém foi reconhecido por duas testemunhas.

Cerca de uma hora depois, o Corpo de Bombeiros levou para o Pronto Socorro do Hospital Bandeirantes uma manifestante que teve um mal súbito no local.

 

Sábado

 

Na noite de ontem, os manifestantes fecharam um dos portões que dão acesso ao palácio. Durante o ato, os muros da sede do governo foram pichados.

 

 

Sexta-feira

 

Na noite de anteontem, dois manifestantes e um policial militar ficam feridos após um protesto, que saiu da avenida Paulista e terminou em frente à Assembleia Legislativa de São Paulo.

A confusão começou quando um pequeno grupo tentou invadir a Assembleia, forçando passagem pela barreira policial. Pedras e placas foram jogadas contra os PMs (policiais militares), que revidaram com golpes de cassetete e bombas de gás lacrimogênio.

O ato começou com concentração no Museu de Arte de São Paulo (Masp), o grupo seguiu pela Avenida Paulista no sentido Paraíso. Em seguida, a passeata desceu a avenida Brigadeiro Luiz Antônio, sentido centro.

Nesse momento, temendo depredações, algumas lojas fecharam com os clientes ainda dentro. Depois de alguns minutos de caminhada, os manifestantes seguiram por ruas menores e com pouco movimento, no bairro Bela Vista.

Após um percurso sinuoso, o grupo retornou à avenida Paulista, onde, por cerca de 30 minutos, os manifestantes discutiram, antes de seguir para a Alesp. A discussão levou muitos participantes a abandonarem o ato.

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