Secretário da Educação quer mudar bônus para professores

Por Carolina Santos

O secretário da Educação, Herman Voorwald, estuda mudar o modelo de pagamento de bônus para funcionários de escolas estaduais.

O bônus foi criado durante o governo José Serra (PSDB) para professores e funcionários de acordo com o desempenho das escolas no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo), que considera nota dos estudantes em português, matemática e as taxas de aprovação.

O secretário disse ao jornal “Folha de S. Paulo” ser contrário ao uso das avaliações de alunos como fator para pagamento de bônus a funcionários e também para avaliação do desempenho de diretores.

Voorwal já apresentou ao governador um novo modelo de pagamento de bônus, mas nada foi fechado ainda.

“Toda avaliação que tenha um ganho na ponta deixa de ter a pureza da avaliação”, afirmou. Há casos de fraudes na prova e de professores que ajudaram os estudantes a resolverem as questões.

 

Diretores

O governo também decidiu criar um sistema de avaliação para afastar do cargo diretores de escola que tiverem baixo desempenho.

Atualmente, o diretor perde o posto apenas por desvio de conduta. Pela nova proposta, os novos diretores serão avaliados por três anos. Após o período, os que não conseguirem desempenho satisfatório terão mais três anos para se recuperar. Os que falharem, perderão o posto. Deverão ser considerados o desempenho do diretor em um curso de gestão oferecido pelo Estado e a opinião de professores, alunos e funcionários.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou ontem um pacote de investimento de R$176 milhões para a construção de 60 novas escolas no Estado até o final do ano, com capacidade para atender mais 58 mil alunos.  METRO

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