Equipe da Band é agredida durante protesto em São Paulo

O ato começou às 17h, em frente à Prefeitura de São Paulo | Reprodução de TV O ato começou às 17h, em frente à Prefeitura de São Paulo | Reprodução de TV

O protesto era pacífico, mas de novo terminou com cenas de violência – nem a equipe da Band escapou. Um grupo de vândalos, que estava misturado com os manifestantes, agrediu o repórter Fábio Pannunzio na noite dessa quinta-feira, em São Paulo. Durante a confusão, 14 pessoas foram detidas, entre elas três adolescentes.

O ato começou às 17h, em frente à Prefeitura de São Paulo. Na hora marcada, cerca de 200 manifestantes ainda preparavam a única faixa do protesto, pedindo explicações sobre o paradeiro de Amarildo de Souza Lima, morador de uma favela do Rio de Janeiro que desapareceu após prestar um depoimento à Polícia Militar, há mais de 15 dias. A outra bandeira do dia era a desmilitarização da polícia.

Pouco antes das 19h os manifestantes decidiram sair em passeata rumo à Avenida Paulista. Na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio, o comércio foi baixando as portas – houve até um bate-boca entre o funcionário de uma academia e manifestantes.

A polícia formou um cordão de cada lado da rua, mas, apesar do clima tenso, tudo ia bem. Até que uma manifestante foi agredida por um policial e sofreu um corte no supercílio. Assim que se levantou, ela enfrentou o oficial da PM e esfregou o próprio sangue na farda dele.

A partir daí, o clima azedou de vez e a ira dos que protestavam acabou se voltando contra os jornalistas. Um motociclista da Band foi derrubado por arruaceiros e vândalos queriam quebrar o equipamento do profissional, o que só não aconteceu porque um grupo de manifestantes contrários a atos violentos interveio.

Tomada pelos vândalos, a Avenida Paulista se transformou em um enclave fascista. Não demorou muito e a equipe de reportagem da Band foi cercada por um grupo que queria obrigá-la a encerrar a cobertura e sair da via.

Vândalos mais exaltados passaram a agredir o repórter Fábio Pannunzio, danificando inclusive o microfone do profissional. Mais uma vez, um grupo contrário à violência interveio para evitar um linchamento – a polícia se limitou a assistir a cena de longe.

A partir daí, os mascarados passaram a tentar depredar o comércio. A polícia agiu com rapidez e isolou os arruaceiros.

Detidos são liberados

Durante a madrugada, todos os detidos no protesto foram liberados. Na saída da delegacia, eles foram recebidos com palmas por um grupo que aguardava a soltura deles. Para evitar que imagens fossem feitas, lençóis eram estendidos na frente das câmeras, a cada manifestante que saía. Eles foram liberados depois de assinarem um termo circunstanciado.

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