Major diz que ação da polícia foi necessária no caso do Carandiru

Terminou às 2h30 desta quinta-feira o terceiro dia do julgamento do Massacre do Carandiru. Quatro policiais militares foram ouvidos desde quarta-feira até as primeiras horas desta quinta-feira.

O tenente coronel da reserva Valter Alves Mendonça, que era capitão à época, falou durante mais de três horas. Ele disse que, assim que a Tropa entrou no pavilhão, viu presos mortos, inclusive um decapitado.

O major Marcelo Gonzalez Marques era tenente quando ocorreu o massacre e disse que a entrada da Rota foi necessária. Segundo ele, a informação que chegou à Tropa de que havia presos armados exigiu que o batalhão, que seria o último a entrar, passasse na frente.

O tenente coronel Carlos Alberto dos Santos, que era tenente na época, também começou a ser ouvido já na madrugada desta quinta. O policial disse que foi ferido na perna por um tiro dos bandidos e que revidou os disparos.

O último a ser ouvido foi o primeiro tenente Edson Pereira Costa, soldado à época dos fatos. O oficial tinha a função de escudeiro da tropa e declarou não ter visto os corpos de presos mortos ao entrar no terceiro andar da penitenciária.

No processo, 26 policiais militares são acusados de terem participado de 73 das 111 mortes de presos no Pavilhão 9.

Os trabalhos serão retomados a partir das 13h, no Fórum Criminal da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo.

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