São Paulo terá big brother contra descarte irregular de lixo

Rede de câmeras começará a funcionar na zona leste da cidade ainda este mês. Multa pode chegar a R$ 14,3 mil

Diariamente, toneladas de entulho são descartadas em ruas e a avenidas irregularmente, emporcalhando a cidade e contribuindo com enchentes. Para tentar melhorar a situação, a prefeitura começou a instalar câmeras de videomonitoramento em locais há muito conhecidos como pontos de descarte irregular de lixo.

A ideia é flagrar grandes geradores, como os da construção civil, em ação para aplicar multas e até mesmo prendê-los por crime ambiental. A multa varia entre R$ 59,69 e R$ 14,3 mil, dependendo do volume e do tipo de material. O trabalho será feito pelos fiscais da prefeitura, em conjunto com a divisão de meio ambiente da GCM (Guarda Civil Metropolitana), que pode fazer prisões em flagrante.

Na capital, existem cerca de 4,5 mil pontos conhecidos, onde são despejados mensalmente cerca de 50 mil toneladas de lixo. A situação é pior na zona leste.  As oito subprefeituras da região respondem por 25% (1,1 mil) do total.

O sistema deve começar a funcionar ainda este mês, na zona leste. O número de equipamentos e os pontos não serão divulgados.

Segundo o secretário de Serviços Públicos, Simão Pedro, o custo do sistema será bancado pela Soma, uma das duas empresas responsáveis pela limpeza e varrição na capital. “Estamos fazendo os últimos ajustes das imagens. As primeiras câmeras foram instaladas e logo já teremos resultados”, diz o secretário.

Para o consultor ambiental Alessandro Azzoni, a iniciativa de videomonitoramento é boa. “A prefeitura tem um custo financeiro e ambiental alto com esses  descartes. As câmeras ajudarão nos flagras”.

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