Júri do massacre do Carandiru sorteia 7 jurados homens

Por fabiosaraiva
Tribunal do Júri durante segunda parte do julgamento do Massacre do Carandiru no Fórum Criminal da Barra Funda | Marcelo Camargo/ABr Tribunal do Júri durante segunda parte do julgamento do Massacre do Carandiru no Fórum Criminal da Barra Funda | Marcelo Camargo/ABr

Teve início nesta segunda-feira, no Fórum Criminal da Barra Funda, a segunda fase do julgamento do massacre do Carandiru. No início dos trabalhos, foram sorteadas sete pessoas para compor o Conselho de Sentença – todos homens. Eles serão responsáveis por avaliar os argumentos de acusação e da defesa dos 27 policiais militares acusados pela morte de 73 detentos do pavilhão 9 da antiga Casa de Detenção.

 

Os jurados já leram as peças do processo e, em seguida, deu-se início aos depoimentos das testemunhas de acusação. O primeiro a falar foi o perito criminal Osvaldo Negrini.

 

Segundo o processo, todos os réus são da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), vinculada à Polícia Militar do Estado de São Paulo. Parte deles ainda está na ativa, inclusive com promoções na carreira, enquanto que outros já se aposentaram.

 

Para esse júri, o promotor Fernando Pereira da Silva selecionou cinco sobreviventes do massacre como testemunhas. Já entre os 73 mortos, há um preso que recebeu nove tiros – ao todo, foram 300 disparos no dia do massacre.

 

Com 50 mil páginas, 57 volumes e 84 réus, o processo teve de ser desmembrado em quatro júris diferentes. Os acusados foram divididos em grupos, de acordo com os andares em que atuaram naquele dia.

 

Na primeira fase do júri, em abril, 23 policiais foram condenados a 156 anos pela morte de 15 presos do primeiro andar, do mesmo pavilhão. Todos recorrem em liberdade, e não há previsão de novo julgamento.

 

O massacre do Carandiru aconteceu em 2 de outubro de 1992. Ao todo, 111 presos morreram.

 

 

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