Dieta: Brasileiro não abre mão de arroz e feijão, mas ama junk food

Por Jennifer Tisovec - Metro Jornal

O  famoso PF com arroz e feijão ainda é o prato típico do brasileiro. Mas o consumo desses dois produtos caiu ao longo da última década enquanto a ingestão da chamada “junk food”, com alimentos de elevados níveis calóricos e baixo teor nutritivo, só aumentou – e em toda as faixas etárias da população.

Esse é o retrato revelado pela pesquisa de Análise do Consumo Alimentar Pessoal no Brasil, feita pelo IBGE, comparando a dieta do brasileiro entre 2008 e 2018.

“O consumo de frutas já era aquém do esperado em 2008 e caiu ainda mais, o consumo de legumes e verduras está abaixo do esperado e ainda há um aumento na ingestão de sanduíches e refeições rápidas”, explicou o gerente da pesquisa do IBGE, André Martins.

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Os adolescentes são os que mais comem “besteiras”, mas adultos e idosos também estão exagerando (veja arte acima). Os  dados preocupam os nutricionistas e soam como um alerta para o crescimento do sobrepeso e da obesidade no país. O estudo do IBGE mostrou que a frequência de consumo de saladas nas refeições é de apenas 23%. O excesso de açúcar e sal também é preocupante.

Idade

Embora a qualidade da alimentação tenha piorado em todas as faixas etárias, os hábitos de consumo dos adolescentes é o mais preocupante. O consumo de frutas neste grupo é quase três vezes menor do que no de idosos. Além disso, os jovens consomem 20 vezes mais salgadinhos e biscoitos recheados e três vezes mais refrigerantes do que os idosos.

consumo alimentar do brasileiro Reprodução

Renda

A análise mostrou que os brasileiros com menor renda consomem mais arroz e feijão e menos industrializados, tendo alto nível de pão francês, milho, farinha de mandioca e peixes frescos também. Já os com maior renda tendem a consumir produtos menos saudáveis, como doces, pizza e salgadinhos. A frequência de consumo de pizza entre os com maior rendimento é de 4,6%. Já entre os com menor renda é de 1%.

“Isso acontece porque as pessoas de maior rendimento têm condições de comprar alimentos mais variados. A renda permite que essas pessoas façam opções por esses alimentos, que embora não tenham uma qualidade nutricional muito desejada, custam mais caro”, explica Martins.

As  famílias com mais dinheiro  são as que estão aumentando consumo de “junk food”, mas também são as que têm os maiores níveis de consumo de frutas, verduras e legumes, segundo o levantamento.

Gênero

As mulheres têm o costume de consumir mais verduras, frutas, biscoitos, bolos e doces em geral, enquanto os homens consomem uma maior quantidade de quase todos os outros alimentos.


Supervisão: André Vieira

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