6 dicas para evitar as doenças de inverno nas crianças

O tempo seco e as variações de temperatura desta época do ano pedem atenção para sinais como garganta seca e irritada, olhos que coçam e nariz escorrendo

Por Verônica Fraidenraich – Canguru News

Doenças como bronquiolites, resfriados comuns, crises de asma e mesmo quadros mais graves como pneumonias, otites e sinusites, que costumam deixar os hospitais cheios de crianças nesta época do ano, tiveram sua incidência diminuída e alguns serviços optaram até por reduzir a quantidade de profissionais disponíveis para esses atendimentos.

Talita Rizzini, coordenadora de pediatria do Hospital Leforte, explica que o isolamento social ajudou a reduzir a circulação não só do coronavírus mas também de inúmeros outros vírus, principalmente respiratórios, que acometem as crianças nos meses de outono e inverno e costumam causar doenças respiratórias. "Mesmo assim,ainda estamos sujeitos ao tempo seco e às variações de temperatura desta época do ano e é preciso estar atento a sinais como garganta seca e irritada, olhos que coçam e nariz escorrendo", afirma a pediatra. Ela diz que esses sintomas podem até disfarçar o início de uma infecção viral. Para evitá-los, a médica dá a seguir algumas orientações que ajudam a manter a saúde das crianças em dia. Confira.

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Cuidados para manter a saúde das crianças no inverno e evitar o surgimento de doenças respiratórias

1. Umidificador de ar: esse aparelho ajuda a evitar sintomas do tempo seco. Atentar apenas para que seja higienizado pelo menos uma vez por semana, de acordo com as recomendações do fabricante do aparelho.

2. Higiene nasal com soro fisiológico: essa é uma forma de hidratar as mucosas e promover a retirada mecânica de alérgenos e poluentes. O volume utilizado na limpeza varia conforme a faixa etária, mas é indicado desde os primeiros dias de vida.

3. Ingestão de água: a hidratação do corpo é fundamental para qualquer indivíduo e deve ser incentivada e monitorada nos pequenos, que ainda não têm autonomia ou não conseguem comunicar a sede e são mais vulneráveis nesses períodos de seca. Copos de treinamento podem ajudar bebês e crianças a criar o hábito de beber água e devem estar disponíveis em livre demanda desde o momento em que a criança atinge autonomia e consegue beber sozinha.

4.  Hidratação da pele e lábios: a hidratação promove o fortalecimento da barreira cutânea, evitando ressecamentos e fissuras, sendo fundamental para enfrentar dias secos e frios. A escolha do produto a usar depende do tipo de pele e da faixa etária.

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5. Uso de colírios lubrificantes: com o maior tempo de uso de telas durante a quarentena, a sensação de secura ocular pode piorar. O uso de colírios que imitam as lágrimas, conhecidos como lágrimas artificiais, pode ajudar.

6. Roupas adequadas: é importante acompanhar a previsão do tempo e pensar em roupas que se adequem ao clima, evitando assim o desgaste metabólico provocado por mudanças bruscas de temperatura.

"Crianças alérgicas, com diagnóstico de dermatite atópica, rinite e asma, merecem ainda mais atenção pelo maior risco de exacerbações", ressalta Rizzini. Ela lembra que medicações para controle de outros sintomas alérgicos podem ser indicadas após consulta com pediatra ou especialista em alergia e aquelas de uso contínuo não devem ser suspensas sem a avaliação médica, mesmo que a criança aparente estar bem.

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