Ter um cachorro pode ajudar criança a desenvolver habilidades sociais, diz estudo

Cuidar de um cachorro, conviver e brincar com ele pode fazer diferença no desenvolvimento infantil

Por Heloísa Scognamiglio - Canguru News

As interações sociais são fundamentais no desenvolvimento infantil, contribuindo para a formação de habilidades sociais e emocionais da criança e também para o exercício da empatia. E ter um cachorro pode auxiliar todos esses processos de desenvolvimento. É o que concluiu um estudo conduzido por pesquisadoras da Universidade da Austrália Ocidental (University of Western Australia). 

Segundo a pesquisa, publicada em julho no periódico Pediatric Research, ter um cachorro, conviver, brincar e passear com ele incentiva o desenvolvimento das crianças, auxiliando na formação das habilidades sociais. O estudo analisou 1646 questionários preenchidos por pais de crianças entre três e cinco anos de idade. Os questionários traziam perguntas sobre a rotina das crianças (como hábitos de sono, por exemplo) e questionava se havia ou não um cãozinho na casa e como ele interagia com os pequenos. 

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O estudo mostrou que o contato direto com um cachorro fez com que crianças pequenas tivessem  30% menos chances de ter problemas de conduta ou de relacionamento com seus colegas do que as que não conviviam com um cachorro. Passear com o cachorro pelo menos uma vez por semana e brincar com ele três vezes ou mais por semana também são ações que aumentam ainda mais a capacidade de socialização dos pequenos. 

As autoras tiveram a ideia para realizar o estudo ao constatar a existência de vários estudos sobre os benefícios de se ter um cachorro, especialmente em relação à prática de atividades físicas, mas sempre focados em crianças mais velhas ou adolescentes. Levando tudo isso em consideração, as pesquisadoras quiseram investigar se esses benefícios também se aplicavam à primeira infância. 

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Como toda pesquisa, essa também possui limitações: as pesquisadoras não tiveram acesso às condições socioeconômicas das famílias, o que pode significar que, na verdade, não foi o cachorro que fez diferença no desenvolvimento da criança, mas sim a estrutura familiar. Estudos anteriores também já apontaram donos de animais de estimação como mais solitários, deprimidos e tendo outros problemas de saúde. 

Hayley Christian, principal autora do estudo, ressaltou à CNN que, caso a família pense em ter um cachorro para conviver com crianças pequenas, é preciso levar em consideração que todo o trabalho de cuidar do animal será dos pais. Também é preciso refletir se um cachorro realmente se encaixa na rotina e no estilo de vida da família. 

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