Volta às aulas na educação infantil: veja recomendações para retorno

A Fundação Maria Cecília Souto Vidigal lança documento “Como voltar às atividades na educação infantil?”, para auxiliar os gestores municipais na reabertura das escolas

Por Verônica Fraidenraich – Canguru News

A Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, que atua com foco na primeira infância, lançou o documento “Como voltar às atividades na educação infantil?”, com uma série de recomendações para auxiliar os gestores municipais quando as escolas reabrirem.

O documento propõe que a volta às aulas presenciais se dê de forma escalonada, recebendo primeiro as crianças da pré-escola – 4 e 5 anos – e só depois as da creche – 0 a 3 anos. Propõe também priorizar as famílias em vulnerabilidade social, aquelas que possuem trabalhadores da saúde ou outros serviços essenciais ou ainda as que têm crianças com deficiência, a serem avaliadas caso a caso.

Além disso, o documento sobre o retorno das atividades de educação infantil ressalta a importância dos educadores ficarem atentos ao estado emocional das crianças, abrindo espaço para que expressem seus sentimentos. E, entre muitos outros aspectos, diz que o “atendimento às necessidades das crianças pequenas, como atividades lúdicas e interativas, pode ser adaptado, mas é inegociável”.

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Outros protocolos sobre volta às aulas presenciais

Com a divulgação dos planos de volta às aulas presenciais em diversas capitais brasileiras – que devem acompanhar medidas de flexibilização de isolamento social – entidades do setor de educação têm divulgado protocolos que garantam um retorno seguro à comunidade escolar em relação a aspectos sanitários, de higiene, saúde e prevenção da Covid-19.

A Campanha Nacional pelo Direito à Educação, preparou 20 recomendações para o retorno às aulas, o Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) elaborou as diretrizes para protocolo de retorno às aulas presenciais, o Instituto Rodrigo Mendes, os protocolos sobre educação inclusiva e a Sociedade Brasileira de Pediatria o relatório “Covid-19 e a volta às aulas” .

Como a Covid-19 se manifesta nas crianças

O relatório lembra que as crianças não fazem parte do grupo de risco da Covid-19 mas não são imunes ao vírus. Muitas são assintomáticas, outras apresentam sintomas leves, mas algumas podem apresentar um quadro mais grave. Ou seja, as crianças podem ser menos suscetíveis que os adultos a contrair a doença, mas nas escolas estão mais expostas ao vírus.

“Nesta complicada equação, não há como calcular o risco a que estão sujeitas, não só de contrair a doença mas também de servir como transmissores para outras crianças e para os adultos que as cercam, com imprevisíveis consequências”, relata o protocolo. Diante da ausência de vacinas contra a doença e num cenário de incertezas que a pandemia tem imposto, a intenção é dar subsídios para o planejamento da reabertura das escolas infantis com base nas experiências de outros países que já reabriram ou planejam reabrir suas escolas. A seguir, veja alguns dos principais tópicos para o retorno das atividades de educação infantil.

Mais detalhes sobre o documento “Como voltar às atividades na educação infantil?”

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