'Em vez do tempo gasto online, mais vale focar no objetivo da conexão", sugere educadora

Já que o uso das tecnologias por crianças e adolescentes aumentou na pandemia, melhor tornar esse tempo online mais produtivo

Por Canguru News

Confinadas em casa devido à pandemia do coronavírus, as famílias têm passado mais tempo online. Crianças que no passado se divertiam ao ar livre, agora se distraem com tablets e celulares. As aulas antes presenciais, agora se tornaram online e os adolescentes que viviam trancados nos quartos, ficam ainda mais tempo isolados.

Diante desse cenário, como lidar com o uso das tecnologias nesse período de crise? "Em vez do tempo gasto online, mais vale focar no objetivo da conexão", propõe Jacqueline Vilela, fundadora da Parenting Coaching Brasil, que oferece formação para educadores parentais. Ela dá a seguir algumas sugestões de como tornar esse tempo online mais produtivo.

Interações sociais são bem-vindas

Se os pais já enfrentava uma “guerra” com os filhos antes da pandemia, por causa do tempo dedicado às telas, tentar resolver esse problema durante o isolamento não é o melhor caminho. "Interações sociais online com os amigos, para aprender novas habilidades, organizar uma festa virtual ou encontrar maneiras criativas de se expressar, são benéficas aos jovens agora", ressalta a educadora parental. Ela explica que isso pode significar mais jogos online, mais mídias sociais, mais mensagens de WhatsApp e chamadas do FaceTime do que normalmente os pais permitiriam. "Os adolescentes precisam de interação social com os colegas, assim como os adultos", diz Jacqueline. Para ela, o principal é equilibrar o uso passivo da mídia (jogos, filmes) com interações produtivas e ativas.

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Atividades em família são bem vindas

Já que não dá para tirar o filho do videogame, que tal brincar com ele? É o que propõe a educadora parental. Assistir a uma série ou filme juntos ou mesmo aprender a usar o Tik Tok são ainda outras opções de atividades online feitas em família.

Estabelecer horários para que todos fiquem offline e se dediquem à leitura ou tarefas domésticas também é importante. "Pode ser ainda um bom momento ainda para investir em jogos de tabuleiro, quebra-cabeças ou em alguma receita especial", afirma Jacqueline.

Mais do que comandos, ela recomenda aos pais que aproveitem esse momento para conversar com os filhos sobre responsabilidade e ética online e assim garantir que eles estejam seguros na web. Ainda, devem ser dadas orientações para que crianças e jovens não sejam vítimas de informações erradas, teorias da conspiração e manchetes alarmistas.

"Vale investir em habilidades de alfabetização digital e de mídia – como fazer pesquisas na Internet evitando notícias falsas, lendas urbanas e fraudes online", conclui Jacqueline, que indica como fontes sites como e-farsas.com, agência lupa, fato ou fake.

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