Vacina contra o HPV: mesmo na pandemia, adolescentes devem ser imunizados

Campanhas de vacinação destacam importância da vacina contra o HPV que tem como público-alvo os jovens e deve ser tomada mesmo em época de isolamento social

Por Ivana Moreira

Diversas iniciativas das sociedades médicas pediátricas e não pediátricas foram feitas nas últimas semanas para manter o calendário de vacinação da população em dia. O foco é evitar o reaparecimento de doenças preveníveis. Uma das ações foi a campanha “Vacinação em dia, mesmo na pandemia”, que tem como objetivo conscientizar especialistas e o público em geral sobre a importância de não postergar a vacinação por causa do novo coronavírus.

Isso vale não só para bebês e crianças pequenas mas também para adultos e idosos, que não podem descuidar do calendário de vacinação específico a suas faixas etárias.

“Outro grupo que merece atenção é o dos adolescentes. Entre as vacinas que eles têm de tomar, está a contra o HPV (papiloma vírus humano)”, ressalta Talita Rizzini, coordenadora da pediatria do Hospital Leforte, de São Paulo. Ela lembra que apesar da eficácia dessa vacina e proteção contra diversos tipos de câncer, ela tem baixa taxa de cobertura vacinal em diversos países.

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Vacina que protege contra o câncer? Isso mesmo. O HPV é um vírus que pode causar uma verruga genital e está relacionado à maioria dos casos de câncer de colo de útero – um dos mais comuns e que mais mata mulheres –, além de câncer no pênis, no ânus e na orofaringe. Daí a importância dos adolescentes se vacinarem e assim prevenirem a infecção e também o câncer.

Segundo a pediatra, hoje, existem mais de 100 tipos de HPV de transmissão pela via sexual. O Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde oferece a vacina quadrivalente, que garante imunidade contra os subtipos 6,11,16,18 – os dois últimos considerados de alto risco para o câncer.

Adolescentes do sexo feminino, de 9 a 13 anos, e do sexo masculino, entre 11 e 14 anos devem portanto tomar a vacina contra o HPV que é oferecida gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS)”, afirma Talita.

Na rede particular, há uma cobertura maior de faixa etária, podendo ser vacinadas mulheres de até 45 anos e homens de até 26 anos.

Pessoas que fazem tratamento ou já tiveram infecção pelo HPV também devem ser vacinadas e, no sistema público, a vacina está disponível também para pessoas de 9 a 26 anos com HIV/AIDS, em transplantados e pessoas em tratamento oncológico.

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“Os postos de saúde estão aptos a realizar a aplicação das doses necessárias em todas as faixas etárias, seguindo os novos protocolos de proteção contra o coronavírus. A meta é a mesma do título da campanha: Vacinação em dia, mesmo na pandemia”, destaca a médica.

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