Bebê internado em UTI 'conversa' com mãe por videochamada

Equipe do hospital realiza ligação em vídeo para família, que mora a 500 km de distância

Por Heloísa Scognamiglio - Canguru News

Um bebê internado na UTI neonatal desde o primeiro dia de vida tem "conversado" com sua família, que mora a 500 km de distância, por videochamadas. O pequeno Rafael tem três meses e está internado em São Paulo. Seus pais, Aparecida, 38, e André Luiz, 41, moram na cidade de Glicério, a centenas de quilômetros, mas ainda assim conseguem ver o filho regularmente com essa ajudinha da tecnologia. A equipe do hospital liga a cada dois dias para que a família veja Rafael por videochamada. Nos dias em que não conseguem ligar, eles mandam fotos. As informações são do portal UOL.

Segundo a matéria, o parto de Rafael teve que ser em São Paulo porque foi detectado um problema cardíaco no bebê durante a gravidez. Especialistas concluíram que o nascimento devia ser em hospital com UTI neonatal e médicos cardiopediatras. Em 11 de março, ele nasceu no Hospital Sepaco, prematuro, com 40 cm e 1,730 kg. Foi imediatamente entubado e colocado em uma incubadora e Aparecida nem mesmo o segurou.

Leia também – Especialista realiza seminário online sobre como mães podem ajudar crianças a estudarem em casa 

Por conta das medidas de isolamento social, a mãe não pode ficar viajando o tempo todo para ver Rafael. Aparecida tambem tem outra filha, Larissa, de seis anos. A menina está sem aulas por causa da quarentena pela pandemia de coronavírus e a mãe está cuidando dela. O pai, André Luiz, é instalador de calhas e continua trabalhando. Assim, a ajudinha da tecnologia foi muito bem-vinda para auxiliar na aproximação da família com o bebê.

“Dá para perceber que ele me reconhece quando eu falo. Ele ainda não sorri, mas me procura com o olho, vira o olhinho para procurar. Claro que não substitui o contato físico, mas ele é um bebê e não entende que estou longe, acho que pela voz ele sente que estou sempre perto dele. É muito gratificante”, diz Aparecida ao UOL.

Leia também – Mais de 70% das crianças têm celular ou tablet próprio antes dos 10 anos 

A equipe do hospital teve que buscar alternativas para que mães pudessem ver seus filhos durante a quarentena pela pandemia do novo coronavirus. Eles então decidiram usar uma ajudinha da tecnologia: as videochamadas. A ação tem dado muito certo. Tanto que há intenções de continuar com essa ação mesmo depois do fim da quarentena. “Claro que bebês mais novinhos não apresentam tanta interação mas, a partir dos dois meses de vida, é impressionante. Vemos a expressão fácil deles mudando ao ouvir a voz da mãe. É mágico”, explica ao UOL Renata Castro, médica neonatologista e coordenadora assistencial da UTI neonatal do Sepaco.

Na semana passada, Rafael saiu da incubadora e foi para seu bercinho, ainda entubado na UTI. Ele passou por uma cirurgia de traqueostomia e continua necessitando de oxigênio, mas agora está sem o tubo passando pela boca. Há expectativa que o processo de tirá-lo do respirador comece nas próximas semanas.

Clique aqui para ler a reportagem no portal UOL.

Quer receber mais conteúdos como esse? Clique aqui para assinar a newsletter da Canguru News. É grátis! 

Loading...
Revisa el siguiente artículo