Pesquisa Game Brasil: Número de brasileiros adeptos aos jogos eletrônicos dispara no país

Por Metro Jornal

O números de adeptos aos jogos digitais continua crescendo no país. Neste ano, 73,4% dos brasileiros dizem jogar games eletrônicos, independentemente da plataforma, um crescimento de 7,1% em relação ao ano passado. Os dados foram revelados pela 7ª edição da Pesquisa Game Brasil (PGB).

Como divulgado, a PGB ouviu 5.830 pessoas em 26 Estados e no Distrito Federal, no mês de fevereiro. Realizada pelo Sioux Group, a pesquisa considera jogadores (ou gamers) todos aqueles que afirmam possuir o hábito de jogar jogos digitais. Confira detalhes da PGB:

Jogos Pesquisa do público gamer / Divulgação

Perfil do jogador

Segundo a pesquisa, são os adultos de 25 a 34 anos que mais jogam jogos eletrônicos no Brasil, representando 33,6% do público gamer brasileiro. Em seguida aparecem os jovens de 16 a 24 anos (32,5%). Já em relação ao sexo biológico, contrariando o senso comum de que videogame é coisa menino, desde 2016 a PGB vem apontando que as mulheres são maioria entre os gamers. Em 2020, elas continuam na dianteira, representando 53,8% deste público no Brasil.

“A pesquisa também indica que os gamers brasileiros se dividem em dois grupos: 67,5% que não se consideram gamers e 33,5% que se consideram. O primeiro foi caracterizado como o "gamer casual", uma maioria que possui o hábito de jogar, porém em menor tempo e frequência. O segundo grupo foi caracterizado como o "gamer hardcore", que tem o jogo digital destacado em seus hábitos de consumo e dentro de suas preferências”, detalhou.

Hábitos de consumo

Uma característica entre os gamers brasileiros identificada pela PGB é a prática de jogar enquanto realiza outras atividades. As principais são: são assistir à TV (41,8%), ouvir música (40,0%), navegar na internet (38,0%) e acessar redes sociais (35,9%).

Em relação ao hábito de jogar, as sessões mais longas dos gamers acontecem no console, onde 41,5% dos entrevistados dedicam de 1h a 3h corridas. No entanto, é o celular que lidera quando o assunto é frequência por semana, onde 49,3% joga todos os dias.

O jogo na palma da mão

O celular é a plataforma mais utilizada pelo brasileiro para jogar, com 86,7% da preferência, segundo a PGB. Os consoles, com 43,0%, e o computador, com 40,7%, vêm em 2º e 3º lugares.

Fatores como poder jogar em qualquer lugar, ter o celular sempre à mão e o avanço na qualidade gráfica dos jogos estão entre os principais motivos apontados pelo público para justificar a preferência pelos smartphones.

Consoles sob impacto

Se por um lado os smartphones ganharam espaço, em compensação os consoles de videogame perderam. E foi uma queda expressiva: apenas 19,9% do público diz preferir os consoles, 33,0% a menos quando comparado a 2019. O computador, por sua vez, subiu 10,0% na preferência, chegando a 14,2%.

"Segundo a PGB, 50,2% dos hardcore gamers desejam adquirir os novos consoles  logo na data lançamento, que serão encabeçados pelo PlayStation 5 e do Xbox Series X. Já a maioria dos casuais que mostraram interesse em comprar, não farão no momento do lançamento (71,1%)", explicou.

Nova geração de vídeogames

Atenta à iminente chegada da nova geração de consoles, a PGB traz um termômetro dos gamers brasileiros em relação aos próximos videogames. Para os consumidores, o fator mais relevante é o preço, com 73,0% declarando que este será o ponto mais importante para a decisão de compra.

"A grande parte dos consumidores acredita que os valores se manterão entre R$ 2.000 a R$3.000 (31,8%), enquanto alguns especulam que chegarão até os R$ 5.000 (27,4%). Em relação ao que julgam ser um preço justo a se pagar pelos aparelhos, 50,4% definem em R$ 2.000, com uma parcela menor disposta a pagar até R$ 3.000 (28,2%)", segundo a pesquisa.

Consumo e prática de eSports

A PGB procurou mapear o conhecimento dos jogadores brasileiros em eSports (esportes eletrônicos), questionando o quanto que os gamers praticam as modalidades e consomem partidas transmitidas em canais de televisão ou de streaming. Ao todo, 65,6% do público afirma conhecer a modalidade, e 44,7% destes praticam.

Em relação aos espaços de consumo, existe um claro domínio do YouTube, com 74,4% do público hardcore acompanhando partidas por este canal, seguido pelo Facebook (41,3%), Twitch (31,8%) e, em quarto lugar, pela TV Paga (25,2%). A Twitch teve o crescimento mais expressivo em termos penetração neste público, subindo 33,0% em relação ao ano anterior.

Em família

Independentemente de ter o hábito de jogar, 78,7% dos pais afirmam que seus filhos jogam jogos eletrônicos, e 71,0% têm o costume de jogar junto com eles. Considerando apenas os pais gamers, o número de filhos que jogam aumenta para 84,3%, enquanto os pais que realizam a atividade junto com os filhos chega a 95,6%.

O estudo também mostra que o envolvimento dos pais com os games é diretamente proporcional à aceitação que possuem em relação ao consumo de jogos de seus filhos. Para 56,2% dos pais, deve-se evitar que as crianças joguem antes de dormir. Já os pais identificados como hardcore gamers têm uma posição menos discrepante em relação ao assunto (46,8%).

Com informações da PGB (Confira a pesquisa completa neste link).

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