Volta das aulas presenciais: escolas britânicas não querem reabrir em data indicada por governo

Cronograma do governo do Reino Unido indica esta segunda (1°) para volta das aulas presenciais, mas escolas estão inseguras

Por Heloísa Scognamiglio - Canguru News

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, anunciou um cronograma que indica a volta das aulas presenciais a partir desta segunda-feira (1°), mas algumas escolas particulares se recusam a reabrir, segundo reportagem do UOL. O veículo americano Fox News explica que, para as escolas, ainda é cedo para uma reabertura e elas não estão seguras de que é o melhor momento para receber crianças e professores. No Brasil, mães e pais relatam insegurança semelhante em relação a mandar os filhos para a escola ainda neste ano. 

O cronograma britânico prevê a volta das crianças às escolas primárias em etapas a partir de segunda, depois de mais de 60 dias de fechamento total. A volta das aulas presenciais começa pelas crianças que têm entre 4 e 6 anos de idade. 

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Além das escolas particulares, autoridades locais e alguns sindicatos de professores também se recusaram a seguir o cronograma estabelecido no Reino Unido. Mary Bousted, líder da União Nacional de Educação, disse na semana passada que o plano “simplesmente não é seguro, não é justo, não é viável”. 

E a volta das aulas presenciais no Brasil? 

No Brasil, a volta das aulas presenciais não foi definida na maioria dos estados. Em São Paulo, por exemplo, o governo estadual está avaliando a reabertura das escolas. Um sinal foi dado pelo vice-governador, Rodrigo Garcia, que disse que “escola é a última a voltar”

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Segundo o vice-governador, as escolas estaduais, de ensino fundamental e ensino médio, poderão voltar às aulas em julho, porque adolescentes entendem a pandemia e os cuidados que é preciso tomar. Em escolas municipais, que englobam creches, pré-escolas e primeiros anos do fundamental, ou seja, que atendem crianças pequenas, a volta das aulas presenciais pode ocorrer em agosto. Pais estão inseguros em relação à volta. 

Giovanna Loria, empresária e mãe da Giordana, de 10 anos, diz que não vai mandar a filha para a escola neste ano e que já comunicou a instituição de ensino. “Para mim, voltar este ano é praticamente inviável. Eu não tenho segurança em mandar minha filha, não pretendo mandar”, declara ela. 

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Giovanna conta que, desde o carnaval, já estava insegura de sair de casa. Ela também relata ter sido uma das primeiras a mandar a filha com máscara para a escola – cerca de um mês antes da recomendação do uso. “Porque eu sempre vou pela linha daqueles que tem um protocolo melhor que o nosso”, declara, citando China, Japão e Coreia do Sul (onde é comum o uso da máscara facial, mesmo antes da pandemia de coronavírus) como países que têm um protocolo de enfrentamento mais definido para momentos como esse, que pedem ação do coletivo. Giovanna explica que vai exigir que a escola continue oferecendo educação a distância neste ano, para sua filha continuar estudando de casa.  

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