Reconheci que sou racista; e agora? Coletivo explica o que fazer

Por Metro Jornal

A população negra é a principal vítima de homicídio no Brasil, segundo informativo Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil, e os dados apresentam um problema estrutural no país: o racismo.

A morte do menino João Pedro, baleado por policiais no Rio de Janeiro, e a morte do ex-segurança negro George Floyd nos Estados Unidos foi o estopim para uma série de manifestações contra o racismo.

No entanto, quando falamos sobre o assunto, é comum que muitas pessoas não saibam identificar o problema em suas atitudes.

Uma pesquisa do Ibope revelou que somente dois a cada 10 brasileiros admitem ser preconceituoso. Diante disso, entender que todos vivemos dentro de uma sociedade com problemas estruturais e que isso impacta em nós é essencial.

O projeto no Instagram “Falando de Racismo” (@falandoderacismo) sabe disso e, desta forma, decidiu compartilhar o mini guia “Reconheci que sou racista; e agora?”.

Admitir

O primeiro passo, segundo o coletivo, é admitir que produz racismo e não a estrutura social como muleta para falas e atitudes racista.

Identificar a postura

Eles ainda explicam que é essencial começar a perceber as próprias atitudes, falas, postura e pensamento para verificar se existem algo tipo de preconceito. “Tomar consciência gera desconto, mas é o caminho para a mudança”, explica.

Vigilância

A página enfatiza que é importante estar em estado de alerta antes de falar com pessoas negras ou sobre pessoas negras. “Tenho a chance e assumo minha responsabilidade de desviar das armadilhas do racismo estrutural e fazer a diferença”.

Seja antirracista

“Em uma sociedade racista, não basta ser não ser racista. É preciso ser antirracista”. Com a frase de Viola Davis, a página explica que é hora de agir e o primeiro passo é quebrar o silêncio que compactua com o racismo.

Questione a ausência de negros nos espaços

“Quantos alunos negros têm na escola? Quantas pessoas negras em cargos altos na empresa? Onde estão os negros no meu círculo de amizade? Em eventos, há negros consumindo ou apenas entretendo ou servindo? Por quê?”.

Humanize pessoas negras

O projeto ressalta que é extremamente importante humanizar pessoas negras. “Qual é a história da mulher negra que trabalha comigo?”, é um dos questionamentos que devem ser feitos.

Use seu privilégio branco para ajudar pessoas negras

Outra atitude essencial é usar o privilégio de branco para ajudar pessoas negras, criar oportunidade de trabalho e ambientes nos quais possa se discutir o racismo.

Estude mais sobre o assunto

Por fim, a última recomendação do projeto é que pessoas brancas estudem sobre o racismo.

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