Dicas de decoração para tornar cômodos pequenos mais espaçosos durante a quarentena

Por Metro Jornal

Apartamento e casas cada vez menores já é uma realidade. Somente em São Paulo, por exemplo, segundo os dados mais recentes do Sindicato da Habitação, as unidades de até 45 metros quadrados constituíram o maior volume de vendas nos últimos anos. Diante disso, passar a quarentena em lugares pequenos pode ser algo complicado.

“É claro que enfrentar a quarentena em um ambiente mais compacto impõe mais desafios às pessoas. Mas há como trabalhar, com medidas simples, para criar a noção de amplitude no espaço e torná-lo mais agradável hoje e mesmo após o distanciamento social”, diz Danilo Vilela, decorador, especialista em design biofílico e diretor de marketing da Vertical Garden, empresa referência em paisagismo e arquitetura biofílica. A especialista compartilhou algumas dicas. Confira!

Iluminação

“Ela é fundamental à saúde do ambiente e à sensação de amplitude. O melhor mesmo é a incidência de luz solar, que auxilia no ritmo circadiano do nosso corpo, ou seja, no ciclo biológico que regula o funcionamento do nosso organismo durante os diferentes estágios do dia. Porém, nem todo imóvel compacto tem uma boa incidência de luz natural. Assim, para atenuar a baixa iluminação do Sol nos cômodos, o recomendável é que paredes e superfícies de móveis tenham cores em tons mais claros, pois elas refletem melhor a luz e dão a sensação de amplitude ao ambiente”.

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Organização

“A organização é chave para criar amplitude espacial em qualquer ambiente, sobretudo nos menores.  Mesmo quem não tem espaço para armários ou gaveteiros, pode conseguir um espaço mais organizado investindo em caixas organizadoras e prateleiras suspensas. Nas cozinhas super compactas, uma boa solução é a instalação de ganchos nas paredes para pendurar utensílios e criar mais espaço nos armários. Com isso, já se nota uma grande diferença no ganho de vãos livres e também de mais bem-estar e disposição para o dia”, enfatiza a especialista.

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Espelhos

“O uso de espelhos é outra dica eficaz para criar a sensação de amplitude em ambientes menores. Mas é importante escolher bem em qual parede fixá-lo, para evitar acidentes e a refração da luz direto nos olhos ou em telas de computador, o que gera muito incômodo”. Ergonomia “Se a ideia é criar um cantinho específico para o trabalho ou estudo, escolha para este local uma cadeira adequada, se possível com regulagem de altura, descanso de braços e encosto adaptado; e uma mesa de superfície mais fosca, não tão brilhante”, revela.

Cores e plantas

“Cores mais frias e sóbrias como azul, verde, violeta tendem a nos estimular a tarefas de concentração enquanto as cores quentes, amarelo, vermelho, laranja, nos estimulam a atividades físicas e criativas. Cores mais saturadas ou as chamadas “cores vivas” dificultam a concentração. Para o uso de cores no canto do trabalho, por exemplo, uma boa prática é manter as superfícies maiores em tons neutros como paredes e mobiliários e utilizar vasos com flores e plantas para trazer cor sem ocupar muito espaço”.

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A especialista ainda revela que “as plantas trazem conforto estético e acústico aos ambientes, além de ter importância emocional e psicológica imensas para o nosso organismo. Pesquisas como a da Universidade de Chibra, no Japão, já atestaram que o contato com o verde reduz em até 16% os índices de cortisol, o hormônio relacionado ao estresse; em 4% a frequência cardíaca, e em 2% a pressão arterial. Assim, mesmo em espaços menores, colocar vasos pequenos, jardins verticais ou elementos pendentes podem causar um impacto bastante positivo nessa época de isolamento e ansiedade que a humanidade está passando”.

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