Programa Criança e Consumo condena manual de publicidade infantil de associação

Manual lançado pela Associação Brasileira de Anunciantes foi criticado pelo Programa Criança e Consumo

Por Heloísa Scognamiglio - Canguru News

O Programa Criança e Consumo, do Instituto Alana, enviou carta à Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) criticando o manual “Marketing Responsável – Garantias e Limites da Publicidade Infantil: A ABA em prol da Publicidade Responsável”. A carta com as críticas foi enviada no fim de abril. 

Segundo o Programa Criança e Consumo, o conteúdo do manual apresenta “erros conceituais sobre publicidade infantil, interpretações enviesadas da lei, equívocos graves do ponto de vista ético”, além de desconsiderar a ilegalidade da publicidade direcionada às crianças menores de 12 anos. 

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A carta também critica o manual classificar erroneamente a publicidade em escolas e a oferta de brindes como “polêmicas desnecessárias”, sendo que são práticas abusivas. O Programa Criança e Consumo orienta que ABA passe a recomendar que seus associados direcionem propagandas apenas a adultos. 

Associação Brasileira de Anunciantes se posiciona sobre críticas do Programa Criança e Consumo 

Em nota à imprensa sobre a carta do Programa Criança e Consumo, a Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) se posicionou em relação às críticas. A associação informou que foi surpreendida pelo envio da carta e que rechaça as acusações do Criança e Consumo. 

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A ABA também explicou que sua posição em relação à publicidade infantil é baseada em seis pilares: 

  • Defesa da liberdade de expressão;
  • Defesa de desenvolvimento sustentável e publicidade responsável;
  • Apoio à autorregulamentação;
  • Repúdio à publicidade enganosa; 
  • Reprovação de banimento na publicidade (inclusive da publicidade infantil);
  • Crença na educação ao consumo. 

A ABA também diz que “inexiste no ordenamento brasileiro uma proibição à publicidade infantil” e esclarece que “não defende a intromissão das empresas no ambiente escolar” e “não fomenta o uso indiscriminado de brindes para o público infantil”. 

Você pode ler a carta do Programa Criança e Consumo à Associação Brasileira de Anunciantes (ABA) aqui e ler a nota de posicionamento da ABA aqui

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