Especialista explica quais são os traços de personalidade das autoridades psicopatas

Por Metro Jornal

Leonardo Marques é psicólogo clínico de orientação psicanalítica, professor universitário e estudioso em história das religiões. Ele conta que durante suas aulas de “Psicologia de Massas e Análise do eu de Freud” uma pergunta muito frequente é “como a população alemã permitiu que Hitler fizesse todas as atrocidades contra os judeus e as minorias sociais?”.

A resposta do professor é complexa e pode deixar alguns confusos. “Para começar a responder a esse questionamento, costumo afirmar aos meus alunos que as pessoas têm verdadeira fascinação e adoração por autoridades psicopatas”, enfatiza.

Ele explica que as autoridades psicopáticas conseguem atrair determinadas pessoas justamente porque elas têm desejos semelhantes aos deles, mas que são reprimidos por questões morais ou éticas.

“Seus seguidores por não conseguir ou não terem a coragem de realizarem determinados atos cruéis e perversos contra outras pessoas, países, gêneros por razões morais, religiosas ou mesmo filosóficas, gozam quando esse realiza atos contra essas pessoas, mesmo sendo esses atos totalmente anti-humanitárias”, ressalta.

Como reconhecer uma autoridade psicopática?

De acordo com o professor, as autoridades psicopáticas não têm nenhum tipo de empatia pelos outros. Alguns exemplos mencionados por ele são: Stalin, Mussolini, Mao Tsé-Tung e até mesmo Jair Bolsonaro e Donald Trump.

As autoridades psicopáticas, lembra o especialista, “são mentirosos contumazes, irresponsáveis, trapaceiros, manipuladores, agressivos, com profundos traços narcisistas e como moralistas ao extremo. Eles sentem necessidades de estarem sempre envolvidos em supostas novidades para serem o centro das atenções”.

Por que autoridades psicopáticas atraem seguidores?

O psicólogo ressalta que “essas pessoas sentem certo prazer pelos comportamentos tresloucados que esses líderes divinizados realizam ou venham a realizar em seu cotidiano”.

De forma geral, os seguidores identificam-se afetivamente com uma autoridade psicopática devido um certo tipo de carência ou necessidade de um líder que se posicione como um pai. Freud, neurologista austríaco e fundador da psicanálise, ressalta, como bem lembra o professor, em um dos seus livros:

“não consigo pensar em nenhuma necessidade tão intensa quanto a da proteção de um pai”.

Diante disso, o professor finaliza dizendo que independentemente do que essa autoridade venha a fazer, os seguidores acabaram acreditando e o adorando como um salvador.

 

Vídeo para complementar a leitura:

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