Sete dicas para manter a saúde mental na quarentena

Siga os conselhos e não esqueça que tudo isso vai passar; a questão é como você quer estar quando isso acontecer

Por Raquel Ribeiro

O coronavírus (Covid-19) nos apresenta uma realidade inédita, em que estamos lidando no nível global, ao mesmo tempo, com diversas crises. Isso tem nos afetado como coletividade, mas também como pessoas que buscam manter a não só a saúde física, mas especialmente a saúde mental na quarentena.

É importante reconhecermos que todos estamos vivendo uma situação traumática, cada pessoa com uma intensidade e uma maneira, e que esse trauma pode ser amenizado.

Nos meus atendimentos online, os clientes trazem medos variados: de pegar o vírus e ter de ir para o hospital; de algum familiar ou amigo ser infectado e não resistir; de estar sozinho em isolamento e não ter com quem contar em uma situação de emergência; de estar em isolamento com várias pessoas e ter de gerenciar conflitos frequentes; de faltar dinheiro para pagar os boletos que continuam chegando.

Conviver diariamente com esses sentimentos pode aumentar sentimentos como ansiedade e tristeza. Para lidar com a avalanche emocional e manter a saúde mental, é importante criar estratégias.

Como sempre na história da humanidade, cada ser vive uma realidade e, portanto, dicas genéricas precisam ser analisadas e adaptadas antes de serem adotadas ou descartadas, caso não se adequem.

Assim, veja quais dessas dicas te ajudam e adapte à sua realidade.

1. Informe-se, mas com moderação

É importante equilibrar a quantidade e a qualidade de informações para não cair em um dos dois extremos: negligência (“não quero saber de nada”) ou desespero (“quero saber de tudo).

Equilíbrio, essa sempre foi a chave para tudo na vida.

Perceba qual horário do dia é melhor para você se informar – como no horário do almoço ou fim de tarde – e, depois, realize outras atividades sem que a ansiedade ou a tristeza tomem conta de você.

Evite buscar informações principalmente, em dois momentos:

  1. Antes de dormir, pois as notícias podem influenciar seu sono
  2. Logo que acordar, pois notícias ruins podem dar o tom para o seu dia

Restringir seu tempo de contato com notícias (de fontes confiáveis) a uma ou duas horas diárias, no máximo, é o mais aconselhável.

2. Respeite-se

Estar em isolamento pode gerar uma montanha-russa emocional. Em uma hora você sente esperança, compaixão, gratidão pelo que tem, na outra hora, sente ansiedade, tristeza ou raiva.

Quando você se sente bem, percebe-se com energia e disposição para cuidar de si, da casa, do trabalho.

Mas quando se sente mal, a energia vai embora e pode sentir vontade de dormir, chorar ou conversar com alguém.

Reconheça e, se for possível, respeite suas necessidades. Peça ajuda quando sentir que não está dando conta de lidar sozinho.

3. Exercite-se

Corpo são, mente sã”. A frase do filósofo romano Juvenal faz ainda mais sentido no isolamento.

Atividades físicas liberam endorfinas, hormônio responsável pelo bem estar, humor, concentração e autoconfiança, ajudando na nossa saúde mental.

Existem inúmeros aplicativos e canais do YouTube que mostram como fazer atividade física em casa.

Pesquise para ver com qual você se identifica mais e defina um horário que é mais adequado para você.

4. Medite

Meditação é uma forma incrível para se manter no presente e se desfazer de sentimentos que geram desconforto.

Para quem não tem o hábito de meditar, as meditações guiadas são uma ótima opção, pois basta ser concentrar no que está sendo orientado.

Eu elaborei uma meditação guiada específica para esse momento e é como uma mini-sessão comigo:

5. Técnica de respiração 3-3-6

Fique atento aos seus sentimentos. A meditação vai te ajudar com isso. Caso você sinta ansiedade, reconheça-a e, perceba em que parte do corpo você a sente.

Calcule, qual é a intensidade, de zero a 10, e, se for intensa, faça a seguinte técnica de respiração 3-3-6:

  • Inspire suavemente contando mentalmente até 3
  • Segure contando mentalmente até 3
  • Expire suavemente contando mentalmente até 6

Volte a atenção para a parte do seu corpo onde estava sentido a ansiedade e veja quanto está sentido, de 0 a 10. Repita calmamente a respiração até que a ansiedade chegue no nível zero.

Caso queira olhar de uma forma mais aprofundada para essa situação, pode ser interessante buscar ajuda de um terapeuta com quem você se identifique para tratar a causa raiz da ansiedade.

6. Busque apoio

Contato com outras pessoas é fundamental para humanos em momentos de comemorações e de tristezas. A presença de um outro ser fez a alegria ser mais intensa e a dor ser mais amena.

O distanciamento social presencial pode ser amenizado por encontros online com amigos e familiares. Existem aplicativos que permitem reuniões a distância com várias pessoas ao mesmo tempo.

Outro dia, eu cozinhei na companhia da minha mãe, ela me dando dicas em São Paulo e eu aprendendo em Campinas, tudo pelo Whatsapp.

Os atendimentos de ThetaHealing têm acontecido online e meus clientes conseguem trabalhar suas questões tão bem quanto em sessões presenciais.

Precisamos nos adaptar a essa realidade nesse momento e isso fica mais fácil com a ajuda de outras pessoas, então, busque apoio.

7. Responda a duas perguntas

Essas duas perguntas podem te ajudar a ver as coisas de uma maneira diferente:

  1. “O que você tem vivido de bom nessa situação?” Parta do princípio de que tudo tem um lado bom e tudo tem um lado ruim. E responder essa questão te ajuda a sair do ciclo de reclamações e ver o copo meio cheio.
  2.  “O que quero aprender nesse momento?” Podemos ver essa crise como uma oportunidade de aprendizado, um momento em que temos mais tempo para ler, estudar, escrever, assistir aulas online etc. Quando você reflete sobre o que quer aprender, define um objetivo que te ajuda a trilhar um caminho para chegar nele, com calma, respeitando o seu tempo e as suas necessidades.

Todas as dicas anteriores te ajudam a responder as questões e como conduzir seu momento. E lembre-se: isso vai passar, a questão é como você quer estar quando isso acontecer.

 

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Raquel Ribeiro

Raquel Ribeiro é doutora em psicologia pela USP, terapeuta e instrutora oficial de ThetaHealing, certificada pelo Think (Thetahealing® Institute of Knowledge). É sócia do Aretê, que oferece cursos, atendimentos e vivências de ThetaHealing®.

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