Mais do que apenas palavras: os sinais e impactos da violência emocional

Por Nathalia Marques

Ela não deixa marcas físicas, mas feridas internas profundas. A violência emocional pode gerar transtornos psicológicos graves. Contudo, ela pode ser um dos tipos de violência mais difícil de se identificar, já que é muito subjetiva.

Ralmer Nochimówski Rigoletto, especialista em saúde mental e sexualidade humana e membro diretor da Sociedade Latino Americana de Medicina Sexual e da World Association for Sexual Health (órgão da OMS), alerta que as mulheres são os alvos mais frequentes de abuso emocional.

“Embora estejamos num momento social em que se tem buscado o empoderamento feminino, muitas vezes a mulher só vai se perceber num caso de violência quando começa a ter sintomas de doenças inexplicáveis e mesmo autoimunes, psicossomáticas, quando, então, busca tratamentos”, explica ao portal Com Ciência.

Os tipos de violência emocional

O abuso psicológico, segundo a Unicef, pode ocorrer de diversas maneiras, como:

  • assustar,
  • aterrorizar,
  • ameaçar,
  • explorar,
  • isolar,
  • insultar,
  • humilhar
  • ridicularizar.

Por exemplo, o parceiro ameaça fazer algo contra si mesmo caso a mulher o deixe. Também pode acontecer do marido ridicularizar sua parceira na frente dos amigos. Ou pode fazer com que ela se afaste de suas amigas e família.

Em todos os casos, há indícios de violência emocional. É fundamental saber identificar a situação. Isso pode ser feito, tanto por meio de leitura sobre o tema, quanto com a ajuda de profissionais, como psicólogos ou terapeutas.

Vale ainda lembrar que a violência emocional é crime. A Lei Maria da Penha (Lei 11.340/06), promulgada em 2006,  define que a violência psicológica pode ser aplicada judicialmente e os agressores podem ser condenados.

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