Cientistas da NASA descobrem intrigante fenômeno que cria gigantescas nuvens de poeira em Marte

Por Wellington Botelho

Cientistas da Agência Espacial Americana descobriram um intrigante fenômeno que cria gigantescas nuvens de poeira em Marte. De acordo com a NASA, uma série de tempestades descontroladas ocorre, cobrindo todo o planeta vermelho em uma névoa poeirenta.

No ano passado, esquipamentos da NASA captaram uma visão detalhada do ciclo de vida da tempestade de poeira global. E enquanto os cientistas ainda estão intrigados com os dados, dois novos estudos revelaram informações importantes obre um fenômeno observado dentro da tempestade: torres de poeira ou nuvens concentradas que aquecem à luz do sol e se elevam no ar.

Os especialistas acreditam que o vapor de água preso a poeira pode criar como um 'elevador' para o espaço, onde a radiação solar quebra as moléculas. Isso pode ajudar a explicar como a água de Marte desapareceu ao longo de bilhões de anos.

"As torres de poeira são nuvens enormes e agitadas que são mais densas e escalam muito mais alto do que a poeira de fundo normal na fina atmosfera marciana. Embora elas também ocorram em condições normais, as torres parecem se formar em maior número durante as tempestades globais", explica.

Uma torre começa na superfície do planeta como uma área de poeira rapidamente levantada. À medida que a torre decai, ela pode formar uma camada de poeira 35 milhas (56 quilômetros) acima da superfície.

NASA - Marte NASA

 

Água em Marte

Segundo a NASA, existe a possibilidade intrigante de as torres de poeira agirem como "elevadores espaciais" para outros materiais, realizando o transporte pela atmosfera. Quando a poeira do ar se aquece, ela cria correntes de ar que carregam gases, incluindo a pequena quantidade de vapor de água, às vezes vista como nuvens finas em Marte.

Um estudo anterior mostrou que, durante uma tempestade global de poeira em Marte em 2007, as moléculas de água foram lançadas na atmosfera superior. Isso pode ser uma pista de como o Planeta Vermelho perdeu seus lagos e rios por bilhões de anos, tornando-se o deserto gelado que é hoje.

Com informações da NASA

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