Cirurgia bariátrica pode reduzir os riscos de câncer

Por Fred Lopes

A obesidade é um problema que atinge quase 20% da população brasileira. Ela pode estar relacionada a incidência de diversos tipos de tumores, ainda que não seja um fator comprovadamente determinante.

Um estudo realizado pela Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) prevê que 29 mil casos de câncer serão notificados até 2025, associados ao excesso de peso. Por isso, a perda de peso é recomendada aos pacientes oncológicos, com o objetivo de reduzir as chances de reincidência do tumor.

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“Não é determinante que pessoas obesas desenvolvam tumores. O fato que qualifica o excesso de peso como fator de risco é que o paciente fica mais vulnerável, devido às consequências do excesso de peso. Além disso, os maus hábitos alimentares também são facilitadores do problema”, explica o cirurgião bariátrico Thales Delmondes Galvão.

Isso porque existem oito processos biológicos que podem explicar o surgimento do câncer ligado a obesidade: inflamação crônica do corpo, desregulação da morte das células, aumento da secreção de substâncias pró-inflamatórias, excesso de gordura abdominal, aumento dos vasos sanguíneos, maior secreção de insulina, mudança da microbiota intestinal e elevação dos níveis de hormônios sexuais.

Dessa forma, o procedimento, além de desinflamar o corpo, possibilita que o eixo endócrino dos hormônios sexuais fiquem mais regulados.

"A longo prazo, as cirurgias bariátricas (especialmente o bypass gástrico, técnica mais empregada no Brasil e no mundo) diminuem a mortalidade não só secundárias a complicações cardiovasculares, mas também por câncer”, afirma Galvão.

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