Guru do abraço: encontrei a mulher que abraçou mais de 34 milhões de pessoas

Uma reflexão sobre os ensinamentos que cabem neste gesto de afeto

Por Natália Torchio

Fui apresentada a guru indiana Mātā Amṛtānandamayī Devī, mundialmente conhecida como Amma – a guru do abraço, pelo meu professor de yoga, em de 2015. Na ocasião, eu e outros alunos estávamos esperando o início da aula e começamos a conversar sobre espiritualidade. Naquela semana aconteceria um satsang ( em sânscrito, “Sat” quer dizer verdade e “Sanga”, significa companhia ou reunião) com um grupo de devotos e todos nós fomos convidados.

Eu, como adoro experiências novas sobre autoconhecimento, fui para esse primeiro encontro. Nele, a guru não estava presente fisicamente, mas foi feito um mantra que chamava pela sua energia sutil. Em um formato pergunta e resposta, ou seja, quem estava conduzindo falava uma vez o nome em sânscrito e todos os presentes repetiam.

Após a abertura, abriram aleatoriamente uma página de um livro dela para refletirmos sobre seus ensinamentos. Em seguida, fomos conduzidos em uma linda meditação que pedia para imaginarmos flores brancas caindo do céu e ocupando todos os cantos do mundo e preenchendo todos os seres vivos com amor.

Terminada essa atividade, a banda começou a cantar os mantras indianos. Neste momento, eu estava cativada. A energia era muito forte e me emocionei várias vezes. Assim como os mantras da abertura, a banda cantava primeiro e todos os presentes repetiam em uníssono.

No início, não entendi muito essa história de guru. Afinal, eu era nova no mundo da yoga. Entendi depois que Guru é um termo com origem no sânscrito que significa “professor”. E, com tantas polêmicas envolvendo gurus pelo mundo, também me questionei muito se deveria ir encontrar a Amma.

Como sai da primeira experiência me sentindo energizada e por ter me emocionado em diversos momentos, acabei me aproximando dos ensinamentos dela por meio dos Satsangs e alguns livros.

Quem é a Guru do abraço?

Amma sempre reforça que temos a nossa sabedoria interior, e que devemos nos aprofundar no autoconhecimento para atuarmos de forma diferenciada no mundo.

Hoje, com 65 anos, Amma é conhecida como a guru do abraço por já ter abraçado mais de 34 milhões de pessoas. As pessoas que conheci durante as vivências que participei, e que já haviam encontrado com ela presencialmente, me explicavam que a guru chegou a abraçar por mais de 22 horas seguidas.

Eu, que achava aquilo um pouco difícil de compreender, percebi que algo me chamava para também conhecê-la presencialmente.

Antes de ir para o encontro presencial, que aconteceu em 2017, continuei frequentando alguns satsangs e fiz a formação na meditação I AM que é disponibilizada pelos devotos por um valor símbolo, na época paguei R$ 54.

Amma também criou uma fundação em prol das pessoas necessitadas de todo mundo e foi considerada pela ONU, a Organização das Nações Unidas, como “a única organização não-governamental capaz de promover um esforço humanitário completo em larga escala”.

Todas estas informações que eu pesquisava sobre ela, somadas com a energia que eu sentia nos encontros, me fizeram organizar uma viagem para poder ter a minha opinião e experiência sobre Amma, a guru do abraço.

A viagem, o encontro, o abraço

Dois anos depois daquele primeiro encontro, fiquei sabendo que a Amma fazia todos os anos um tour pela Europa e pelos Estados Unidos. Eu havia pedido demissão do mundo corporativo e estava em um momento em que minha busca espiritual estava mais forte.

Então, decidi fazer um mochilão sozinha, iniciando na Alemanha, onde ela estaria, e finalizaria a viagem na Índia.

Pesquisando, descobri que era possível realizar cerca de três horas de trabalho voluntário por dia e fui escolhida para ser responsável pela organização das pessoas na fila do abraço.

Embarquei para Frankfurt, que fica aproximadamente duas horas da cidadezinha do Ashram da Amma na Europa, e cheguei no dia inicial do evento. Não poderia imaginar quantas pessoas iriam passar por lá naqueles dias.

Quando a Amma entrou no enorme galpão do evento, todas as pessoas se levantaram para recebê-la. Aproximadamente umas quatro mil pessoas estavam ali a sua espera. Bem baixinha e um pouco gordinha, ela caminhou até um palco.

Antes de ela começar, fomos conduzidos em uma meditação. Imagine essas quatro mil pessoas juntas, seguindo o mesmo comando, conectando emoções e visualizando o mundo recebendo flores brancas da paz. Todos os rios, lagos, animais e seres humanos recebendo essas pétalas de flores brancas.

Neste momento, as lágrimas corriam pelos meus olhos tamanha a conexão com a beleza do que eu estava presenciando.

Como são muitas pessoas, o abraço pode demorar muito para acontecer. E eu aproveitei a espera para observar a atitude da Amma ao abraçar cada uma das pessoas, sempre sorrindo, sempre amorosa, sem cansaço, por horas e horas.

Minha vez de abraçar a guru do abraço

Quando chegou minha vez, foi uma emoção muito grande. Me senti muito acolhida e pude perceber que ela tinha um perfume rosas. Tudo é muito rápido, já que a fila é grande, mas após o abraço é permitido ficar no palco meditando próximo a ela. Esse foi mais um momento intenso, de muita emoção.

Amma diz que uma flor não precisa de instruções para florescer. Senti que estar na sua presença trouxe a tona muitas emoções que precisavam ser olhadas e, ao observar o amor fluir através dela, entendi que algo acontece dentro da gente naturalmente, sem esforço.

Depois desse encontro, já fui para Índia ficar hospedada no Ashram e, em 2018, fui para Itália reencontrá-la.

Não é preciso ter um guru

Acredito que não precisamos de gurus, já temos a divindade dentro de nós. Mas, a experiência de receber o abraço da Amma foi algo extremamente positivo. Um amor tão intenso e incondicional que palavras não são suficientes para expressar.

Ela demonstra com seu exemplo como é deixar o amor fluir através da gente. Afinal, Deus, Energia, ou qualquer outro nome que você acredite, não tem braços e pernas, nem voz. Ele precisa da gente para aliviar as dores e as aflições. E Amma, por meio de seu serviço, permitiu que no seu abraço eu pudesse me sentir amada e acolhida.

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Natália Torchio

Terapeuta holística. Atua com constelação Familiar, Thetahealing, Terapia Floral e Reiki presencialmente em Pinheiros, São Paulo, e online, via Skype. Em parceria com outra terapeuta ministra vivências de cura em grupo utilizando a técnica havaiana do Ho’oponopono.

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