Crianças que passam muito tempo em aparelhos eletrônicos podem ter o desenvolvimento cerebral comprometido, diz estudo

Por Rodrigo Almeida

É normal sair a um restaurante e observar crianças comportadas e quietinhas com tablets ou celulares próprios. Para os pais é uma baita facilidade não ter que preocupar com estrapolias de meninos cheios de energia.

No entanto, para os filhos, a ciência diz que esta não é uma boa maneira de desenvolver o cérebro no começo da vida.

Um estudo publicado na revista cientifica JAMA Pediatria nesta semana diz que crianças menores de cinco anos devem ter tempo de telas limitados a no máximo uma hora por dia.

Segundo o portal de saúde Web MD, a pesquisa escaneou o cérebro de crianças entre 2 e 5 anos e descobriu que o desenvolvimento da matéria branca era mais lento nas que passavam mais tempo grudadas nas telas.

O artigo explica que a matéria branca é responsável pelo desenvolvimento de linguagem, habilidades literárias, processo de controle mental e auto regulação se desenvolvem.

“Nós acreditamos que estas habilidades se desenvolvem pelas experiências de interação com pessoas e mundo e por meio de brincadeiras”, afirma o pesquisador-chefe, John Hutton, diretos do Hospital da Criança em Cincinnati.

Ele adiciona que os cinco primeiro anos são cruciais para o desenvolvimento porque é quando estas conexões cerebrais se desenvolvem com mais rapidez.

De acordo com a Academia de Pediatria Americana (AAP), crianças com menos de 18 meses não deveriam ser expostas de nenhuma maneira a estes dispositivos. Já as de 2 a 5 devem passar uma hora diária expostas a telas e com supervisão parental.

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