AVC pode atingir uma em cada quatro pessoas em todo o mundo

Por Metro Jornal

Segunda causa de morte no mundo e também no Brasil, o AVC (Acidente Vascular Cerebral) pode acontecer com qualquer pessoa, em qualquer idade. Apesar disso, é possível prevenir a chegada deste mal. Segundo a Organização Mundial em AVC (World Stroke Organization), esse cuidado pode evitar 90% dos casos.

Conforme a Organização Mundial em AVC, a cada ano, 13,7 milhões de pessoas têm um AVC no mundo, 5,5 milhões morrem, e atualmente, existem 80 milhões de sobreviventes de AVC. O acidente ocorre quando vasos que levam sangue ao cérebro entopem ou se rompem, provocando a paralisia da área cerebral que ficou sem circulação sanguínea.

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Paulo Pereira Christo, neurologista da Unimed em Belo Horizonte, explica que conhecer os próprios fatores de risco são fundamentais para prevenção. “Hipertensão arterial, diabetes, colesterol alto e fibrilação atrial (tipo de arritmia cardíaca) são algumas das condições a serem monitoradas". Além delas, ser fisicamente ativo praticando atividades regulares, manter uma dieta saudável, limitar o consumo de álcool e evitar o cigarro também são hábitos que minimizam os riscos da doença.

“Fumar está fortemente relacionado ao risco para AVC. Mesmo o uso de quantidade pequena de cigarros, cachimbo ou charuto, associa-se ao risco aumentado. Se você fuma, procure ajuda para parar agora e aprenda a reconhecer os sinais de alerta de um AVC”, avisa Christo.

Este ano, a campanha do Dia Mundial de Combate ao AVC, celebrado em 29 de outubro, trata exatamente da prevenção. Com o mote “Não Deixe que seja Você”, a iniciativa visa aumentar a conscientização sobre o risco individual de AVC e instruir ao máximo a população com informações e ferramentas de atenção que podem evitar mortes e sequelas. “A justificativa do tema partiu de uma análise recente da Organização Mundial de AVC sobre o ônus global da doença, que mostra que o risco de AVC ao longo da vida aumentou. Agora é de uma para cada quatro pessoas. Dados do estudo Interstroke, que mostraram que cerca de 90% dos AVCs são associados a um pequeno número de fatores de risco facilmente abordados, também contribuíram para a escolha do tema”, esclarece o especialista.

Sobre sequelas neurológicas, o médico ressalta que o tratamento precoce pode diminui-las, dependendo da área atingida e da extensão. “Elas podem ser uma fraqueza ou formigamento na face, no braço ou na perna, especialmente em um lado do corpo; confusão, alteração da fala ou compreensão; alteração na visão (em um ou ambos os olhos); alteração do equilíbrio, coordenação, tontura ou alteração no andar.”

E quando o AVC ocorre, como agir? O neurologista esclarece que o paciente deve ser levado o mais breve possível ao hospital. “Importante observar, checar e anotar a hora em que os primeiros sintomas apareceram. Se houver rapidez no atendimento, em até 4,5 horas do início dos sintomas, um medicamento que dissolve o coágulo pode ser dado aos pacientes com AVC isquêmico, tipo mais comum. O procedimento diminui a chance de sequelas”, relata.

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