Estas são as principais doenças causadas pelo açúcar; conheça-as e entenda por que a dieta low-carb é importante

Por Rodrigo Almeida

As diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS) recomendam o consumo de até 18,2 kg de açúcar por pessoa ao ano, o equivalente a 12 colheres ou 50 gramas do produto por dia.

O brasileiro, no entanto, está bem longe de atingir esta meta. Segundo o Ministério da Saúde, a média de consumo anual no país é de 30 Kg, ou seja, cerca de 80 g ou 18 colheres de açúcar por dia. São números bem acima dos estipulados, o que gera muita preocupação.

Males atrelados ao açúcar

Formado por glicose e frutose, a sacarose, o famoso açúcar de mesa, acarreta diversos efeitos prejudiciais à saúde humana. Segundo o médico, diretor-presidente da Associação Brasileira LowCarb (ABLC), José Carlos Souto, os problemas começam pela boca, sendo a principal causa de cáries e doença gengival.

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Outra doença que está intimamente relacionada ao consumo do açúcar é o diabetes tipo 2 ou diabetes mellitus. Conforme Souto, mesmo ingerindo o equivalente em calorias a outros alimentos a chance de o indivíduo desenvolver diabetes é dez vezes maior por causa do açúcar.

Mais um mal que vem atrelado à ingestão de açúcar é a síndrome metabólica. O médico explica que a substância contribui para o desenvolvimento dessa doença por meio de dois mecanismos principais:

1 – Ganho de peso. Tanto a glicose como a frutose são carboidratos. Sendo assim, interferem no uso da gordura como fonte de energia.

“Quando o corpo emprega carboidratos para produzir energia, ele para de utilizar a gordura e começa a armazená-la”, justifica. Quanto mais açúcar ingerido mais gordura é estocada, gerando o aumento de peso e até a obesidade e, por consequência, a síndrome metabólica.

Conforme o diretor-presidente da ABLC, uma das razões que levam as pessoas a consumirem açúcar em grande quantidade reside no sabor agradável e viciante. “Não há dúvidas de que o sabor doce de um alimento desencadeia a reação de prazer”.

2 – Está associado ao efeito específico que o excesso de frutose exerce sobre o fígado. Ele gera acúmulo de gordura no órgão, – esteatose hepática não alcóolica – que, por sua vez, leva à síndrome metabólica.

Diferentemente da glicose, que é metabolizada em todo o organismo, a frutose é processada somente no fígado. Dessa forma, quando consumida em grande quantidade e por longo período, ela pode gerar o acúmulo de gordura no órgão.

Como resposta o organismo aumenta a produção de insulina, o que torna o fígado mais resistente ao hormônio. Isto eleva ainda mais os níveis da insulina no sangue, desencadeando a síndrome metabólica.

Zero açúcar não quer dizer livre de carboidratos

A respeito da quantidade que pode ser ingerida de açúcar, em média, Souto enfatiza que se trata de uma toxina, tal como o álcool e, assim, a dose importa. “O ideal é que não houvesse nenhum açúcar adicionado aos produtos alimentícios, de uma forma geral, e que todo o açúcar ingerido fosse aquele naturalmente encontrado nos alimentos”, afirma.

Em alguns casos, mesmo o açúcar existente de forma natural na comida deve ser minimizado; “Uma pessoa saudável não tem problema em comer uma banana, mas para um diabético, essa mesma fruta produzirá um pico substancial na glicose sanguínea”, diz.

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De acordo com o diretor-presidente da ABLC, o fato de um alimento apresentar na embalagem os dizeres “sem adição de açúcar” não significa que ele não contenha a substância.

“Um suco de uva integral, por exemplo, contém tanto açúcar quanto um caldo de cana. No entanto, o rótulo sugere ao consumidor que seja um alimento saudável por não ter açúcar adicionado”, explica.

Souto enfatiza que para o pâncreas não faz nenhuma diferença se o açúcar foi adicionado posteriormente ou se veio da cana ou da fruta.

Além disso, argumenta o diretor-presidente da ABLC, alguns produtos rotulados como “diet” e “zero açúcar” podem não conter açúcar (sacarose), mas apresentam grande quantidade de carboidratos, na forma de amido (glicose), ou na forma de sua variante, a maltodextrina.

FONTE: Associação Brasileira LowCarb (ABLC)

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