Dieta cetogênica e low-carb pode melhorar a função cerebral e memória em idosos

Por Rodrigo Almeida

Os 14 idosos que aceitaram manter uma dieta low-carb e alta ingesta de gorduras e em estágio inicial de Alzheimer, apresentaram melhoras significativas na função cerebral e retenção de memória depois de três meses.

Apesar de pequeno, o estudo foi suficiente para deixar os pesquisadores animados, segundo reporta o sítio Medical News. Eles consideram que os resultados são suficientes para que surjam pesquisas de longo prazo envolvendo grupos maiores.

Os resultados foram publicados na edição de abril deste ano do Jornal da Doença de Alzheimer. De acordo com o pesquisador-chefe, Jason Brandt, da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins, podemos estar diante de uma evolução no tratamento inicial de doenças cognitivas.

Estudo pode significar mudanças importantes

“Se conseguirmos confirmar que mudanças nos hábitos alimentares podem mitigar perdas cognitivas em estágios iniciais de demência, teremos uma verdadeira mudança de prática médica”.

Ele justifica a afirmação dizendo que muitas das drogas testadas para o mesmo fim não conseguem demonstrar resultados similares nos testes clínicos.

O professor explica que o cérebro usa glicose como combustível principal, mas em algum momento isso muda. Nos estágios iniciais do Alzheimer, a pesquisa mostrou que o cérebro perde eficiência neste processo.

É aí que a dieta rica em gorduras ajuda a melhorar a função cerebral. Quando a pessoa faz a mudança, a cetona utilizada da quebra destas moléculas passa a ser combustível primário, suplantando o açúcar.

Brandt até considera a utilização de suplemento de cetona para tornar a dieta mais fácil de ser seguida, pois as restrições podem afugentar interessados.

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