Aplicativos considerados malware permanecem em média 51 dias na Google Play

Por Wellington Botelho

Um relatório recente produzido pela ElevenPath sobre o estado da segurança no primeiro semestre de 2019 analisa a segurança no sistema Android e revela dados preocupantes. Conforme detalhado pelo documento, durante este primeiro semestre, 44 mil aplicativos foram removidos da Google Play.

Também foi analisado um conjunto de 5 mil aplicativos, dos quais 115 foram classificados como maliciosos. Com isso, o relatório concluiu que cerca de 2% dos aplicativos removidos durante o primeiro semestre eram considerados malware, de acordo com a empresa ESET.

Celular - Google Play Pexels

O relatório também analisou o tempo de permanência desses aplicativos maliciosos na Google Play e revelou que esses aplicativos maliciosos ficavam em média 51 dias disponíveis para download antes de serem removidos, permanecendo até 138 dias em alguns casos.

Embora os especialistas em segurança recomendem o download de aplicativos apenas através de sites oficiais devido à probabilidade que existe de baixar malware de sites e plataformas desconhecidas, a realidade também indica que, como relatamos em diversas ocasiões, muitos aplicativos maliciosos conseguem burlar os filtros de segurança da loja oficial do Google (assim como da Apple) e acabam ficando disponíveis para download, até que sejam detectados e removidos.

Ainda que essa seja uma realidade inegável e que destaca as dificuldades que um gigante como o Google enfrenta ao aplicar seus filtros para determinar a segurança de um aplicativo antes de oferecê-lo através de sua loja oficial, isso não significa que não seja mais seguro baixar um aplicativo do Google Play ou App Store do que de lojas não oficiais cujos filtros são ainda mais fracos.

Modelo de negócios para golpistas

Um dos modelos de negócios mais explorados pelos desenvolvedores desses aplicativos maliciosos é o da publicidade. Os anunciantes pagam pelo número de impressões que seus anúncios têm e pelo número de cliques que recebem, portanto, os golpistas aproveitam esse esquema para gerar lucros e desenvolver aplicativos que contêm adware (software que, sem o consentimento do usuário, reproduz, exibe ou baixa conteúdo de publicidade no computador de um usuário).

Embora diferentes tipos de ameaças tenham sido detectadas na Google Play, como trojans bancários e malwares bancários ou malware para espionar o dispositivo das vítimas, a exploração de adware por meio de aplicativos é um modelo que atualmente gera renda para os golpistas. Confira algumas dicas de segurança:

  • Verifique o número de downloads, avaliações e comentários sobre o aplicativo antes de baixá-lo.
  • Observe as permissões solicitadas pelo aplicativo que será instalado.
  • Mantenha seu dispositivo atualizado.
  • Se possível, verifique se o link para baixar o aplicativo oficial está disponível no site oficial do desenvolvedor ou provedor de serviços.

Com informações da ESET

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