Especialistas alertam sobre a versão falsa do aplicativo FaceApp

Por Wellington Botelho

A empresa de segurança ESET alerta que o recente boom do aplicativo FaceApp atraiu os golpistas que tentaram se aproveitar de sua popularidade.

O  FaceApp,  que  oferece  vários  filtros  que  modificam  o  rosto,  está  disponível  tanto  para   Android   quanto  para  iOS  e  virou  uma  febre  nas  redes  sociais.  O  aplicativo  verídico  é  freemium,  ou  seja,  embora seja  gratuito,  algumas  funções,  marcadas  como  "PRO",  são  pagas.

Os  pesquisadores  da  ESET  descobriram  duas  tentativas  de  golpe.  No  app  criado  pelos  golpistas,  a  versão  "Pro"  é  de  graça  e  é  utilizada  como  isca.  O  objetivo  dos  criminosos  era  tornar  o  app  falso  viral.

O objetivo dos cibercriminosos era fazer as vítimas clicarem em inúmeras ofertas para instalar outros aplicativos pagos, como assinaturas, anúncios, pesquisas, etc. O usuário também recebia solicitações de vários sites para permitir que as notificações fossem exibidas. Quando estavam ativadas, essas notificações levavam a novas ofertas  fraudulentas.

O segundo tipo de golpe incluiu vídeos do YouTube com links de download que promoviam uma versão "Pro" gratuita do app. No entanto, os links de download encurtados levavam para aplicativos cuja única funcionalidade era fazer com que os usuários instalassem vários aplicativos adicionais no  Google  Play.  Um  dos  vídeos do YouTube tem mais de 150 mil acessos.

Embora esse tipo de golpe fosse usado para exibir anúncios, os links encurtados poderiam levar os usuários a instalarem malwares com um único  clique,  como aconteceu,  por  exemplo,  com o videogame Fortnite, que foi clicado mais de 96 mil vezes, embora o número de instalações reais não tenha sido identificado.

"É importante evitar o download de aplicativos de fontes diferentes das lojas de aplicativos oficiais e examinar as informações disponíveis sobre o aplicativo (desenvolvedor, avaliação, comentários, e outros). Especialmente no Android, existem fraudes em torno de cada aplicativo ou jogo popular", finaliza Camilo Gutierrez, chefe do Laboratório da ESET  América  Latina.

Com informações da ESET

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