É verdade que a dieta cetogênica pode ser um grande aliado contra o câncer?

Por Rodrigo Almeida

A dieta é controversa pelo simples fato de mexer com variáveis nutricionais que fogem um pouco do senso comum. Em uma breve recapitulação, a dieta consiste em aumentar significativamente a ingesta de gorduras a cerca de 50 a 65% e diminuir a de carboidratos a no máximo 10%, e proteínas de 20 a 35%.

A ideia é entrar em um estado chamado de cetose, no qual o corpo utiliza gordura como combustível para queima de calorias. Para atingi-lo, o organismo diminui os níveis de glicose e deve demorar de 2 a 10 dias, dependendo do metabolismo, idade e variáveis dietéticas.

Como ela pode combater o câncer então?

Não se sabe. A verdade é que não há nenhuma evidência de que ela realmente retarde o crescimento de tumores. Segundo o sítio estrangeiro HealthLine, a fama surge por causa de um estudo publicado no Jornal de Nutrição que avaliou 45 mulheres com câncer de ovário ou endometrial.

Elas foram divididas em dois grupos um que seguia a dieta cetogênica e outro deveria seguir a dieta recomendada pela Associação Americana de Câncer. Após 12 semanas o grupo da cetogênica apresentou um aumento leve na gordura corporal e menores níveis de insulina que as demais.

Então, como isso pode ajudar?

“Altos níveis de glicose no sangue e de insulina podem estimular o crescimento de células cancerosas”, explica a autora principal do estudo Barbara Gower. Segundo ela, por limitar alguns fatores importantes relacionados ao câncer, a dieta cetogênica pode desacelerar o crescimento de tumores.

Outro fator importante, é que o plano mostrou reduzir gordura visceral também. Uma das formas mais difíceis de se eliminar. Apesar destes benefícios, fora do ambiente controlado do experimento não se tem nenhuma ideia de como isso se comporta.

De acordo com o HealthLine, o estudo avalia os prós da dieta em um pequeno grupo e não como esses indicativos se comportam no possível desfecho da doença. “Não sabemos quais são os impactos do regime em retardar ou tratar o cancer”, diz a vice-presidente para o Centor de tratamento de Câncer dos Estados Unidos.


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