Mulheres que correm com os lobos: um reencontro com a sua natureza instintiva

Entenda mais sobre esse livro que reúne reflexões profundas sobre a experiência feminina

Por Juliana Garcia

O livro “Mulheres que correm com os lobos” foi escrito no início dos anos 90, pela psicóloga e analista junguiana americana Clarissa Pinkola Estés e se tornou um best-seller único e especial, desde então. Seja recomendado por terapeutas, amigas, descoberto por acaso em  uma livraria ou mesmo em algum artigo na web. Esse livro sempre chega na hora certa. Ele até pode chegar um pouco antes, mas será aberto e lido quando você estiver pronta para mergulhar nesse clássico que foi conduzido de forma sábia pela autora.

Um encontro com você mesma

Em mais de 500 páginas, o livro possui com 19 contos e lendas de diversas culturas, que revelando diversos aspectos da experiência feminina. O fato da autora ser uma analista junguiana, torna essa obra um verdadeiro faz desse livro um percurso de autoconhecimento e mergulho profundo em nossos processos da psique.

A visão da autora  sobre o patriarcado amplia a discussão e  faz a obra ser ainda mais atual. Além disso, Clarissa é uma contadora de histórias,   e isso imprime uma camada de magia e poesia, tornando esse livro absolutamente único.

Cada conto traz elementos da alma feminina para a gente reintegra e  reconhecer os percalços e as descobertas nesse caminho de busca por nós mesmas.

Uma experiência multifacetada

Os temas são diversos. Em “Mulheres que correm com os lobos”, se fala de um tudo. Desde se sentir desajustada e partir em busca da nossa turma. Passando por reconhecer e lidar com os predadores dos nossos sonhos e projetos. Observar os desafios do amor, estando inteira e  aberta para a transformação que pode acontecer nesse encontro.

Para lembrar do seu parentesco com o feminino selvagem

Clarissa fala sobre respeitar e compreender os nossos ciclos e os nomeia de vida-morte-vida. Dessa forma, é possível acessar o poder da nossa vida criativa e visualizar como recuperá-la e alimentá-la em profundidade.

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Cada uma das histórias trabalha o arquétipo da Mulher Selvagem, que seria a nossa versão instintiva e não-domesticada, a nossa sensibilidade desperta, a força viva que estamos destinadas a ser.

Se ainda não ficou evidente, faço uma pausa para dizer que a minha relação com esse livro é muito especial. Ele é o meu livro de cabeceira há mais de 15 anos. Tem manchas de chá e vinho, folhas que se soltam aqui e ali, anotações e marcações por todos os lados. Por estar  há tanto tempo comigo, ele acabou se tornando uma mistura de talismã e testemunha, um tempo-espaço que abro quando preciso me devolver para mim mesma. Sabe como?

Esse livro marcado pelo tempo traz um perfume conhecido. Aliás, ele é perfumado mesmo: sempre uso como marcador de página, caixas de incenso recortadas depois de vazias. Já experimentou fazer isso? Como esse livro já foi lido e relido por mim incontáveis vezes, e diversos marcadores perfumados dormiram em suas páginas aqui e ali, ele ganhou um aroma que é só dele.

Seja qual for a sua idade, seu lugar no mundo ou sua situação na vida agora, se você tem anseio pelo que é selvagem, se sente  saudade de si mesma e às vezes se pega questionando por onde andam seus sonhos, se tem se visto desconectada da sua criatividade profunda, se tem vontade de uivar para lua e se sente fome de alma, “Mulheres que correm com os lobos” tem algo a dizer e você vai encontrar algo  especial nessas páginas.

Se você chegou até aqui, as páginas já estão lhe chamando. Aliás, você está se chamando a Mulher Selvagem lhe espera aí dentro.

As páginas podem ser só um pretexto pra voltar para casa. Aceita o chamado?

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Juliana Garcia

Escritora, criadora, consultora, psicóloga, psicodramatista. Seu trabalho gira em torno da Autenticidade e da Criatividade. Psicóloga graduada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pós-graduada em Psicodrama pelo Instituto Mineiro de Psicodrama Jacob Levy Moreno. Cursou formações em Coaching pela Abracoaching e Condor Blanco Internacional. Foi professora do curso de pós-graduação em Psicodrama pelo Instituto Mineiro de Psicodrama Jacob Levy Moreno. Criadora de diversos cursos livres e conteúdos mais livres ainda. Contato: [email protected]

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