WhatsApp pode inserir 'impressão digital' em mensagens após pedido de governo indiano para rastreamento policial

Por Victória Bravo

A popularidade da plataforma e a disseminação de Fake News por Whatsapp na Índia tem sido uma das grandes preocupações do governo no país, principalmente após notícias que incitam o ódio entre as pessoas e causaram vários incidentes de linchamento.

Pensando na problemática, o governo indiano pediu ao WhatsApp para introduzir um novo recurso para rastrear a origem das mensagens sem remover a criptografia E2E, mas que irá "imprimir digitalmente" todas as mensagens WhatsApp.

De acordo com o Gadgets Now, o governo quer que cada mensagem do WhatsApp leve consigo uma espécie de "impressão digital" que ajudará a rastrear quem enviou o conteúdo primeiro.

Com este novo recurso, o aplicativo deve ser capaz de fornecer governo informações como o remetente original de uma mensagem, quantas pessoas a leram, encaminharam e mais

A ideia é de que a criptografia End-to-End permaneça, mas o novo recurso de dados também seja implementado, para que a polícia ou outras agências de segurança tenham acesso ao conteúdo de maneira mais completa.

No momento, a polícia se baseia em informações de metadados como foto do perfil, número de telefone, nomes de membros do grupo, localização, tempo de chats, duração de chats, endereços IP, contatos e muito mais.

No entanto, o governo alegou que essas informações de metadados do WhatsApp não são suficientes para rastrear culpados.

Especialistas sugerem que implementar esse recurso no aplicativo exigirá que o Facebook reestruture toda a sua arquitetura, além de aumenta o risco de vigilância do governo.

A Índia não é o primeiro país a pedir ao aplicativo de mensagens do Facebook para rastrear mensagens. Legisladores do Reino Unido, Austrália, Alemanha e algumas outras partes do mundo fizeram propostas semelhantes para rastrear mensagens do WhatsApp.

A Austrália introduziu recentemente uma lei que permite que a polícia obtenha criptografia, enquanto a nova lei de Cingapura permite que a polícia monitore grupos de bate-papo privados.


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