Uma em cada quatro mulheres tem útero retrovertido. Isso é perigoso?

Por Laís Pagoto - Especial para o Metro Jornal

Cerca 25% das mulheres nascem com o útero retrovertido. O nome pode assustar em um primeiro momento, mas a condição é bem mais simples e natural do que muito do que se lê na internet.

Ter o útero retrovertido – ou reverso, revertido ou até mesmo virado, como também é conhecido – significa apenas que o órgão está posicionado no corpo da mulher virado para trás, em direção às costas e, não voltado para frente, inclinado sobre a bexiga, como acontece na maioria dos casos.

Mas, afinal, isso é perigoso? Pode oferecer algum problema ou piorar a qualidade de vida da mulher?

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O ginecologista e obstetra Domingos Mantelli explica que a retroversão uterina não oferece complicações e é simplesmente uma variação da anatomia. "Seria o mesmo que você falar de um nariz mais empinado ou não. Não traz nenhuma complicação", disse.

Muitas mulheres podem passar a vida toda sem saber que têm essa condição, que pode ser descoberta por meio de exames de rotina, como um ultrassom. Os possíveis sintomas, se existirem, são desconforto durante a relação sexual e no período menstrual. Não havendo sintomas, não é necessário fazer nenhum tipo de tratamento.

Além disso, o útero retrovertido não impede ou dificulta a gravidez, nem traz consequências significativas durante a gestação ou qualquer tipo de parto.

Há também quem aponte uma relação entre a retroversão uterina e a endometriose, o que Mantelli classifica como um "grande mito". "É importante tranquilizar as mulheres. A endometriose acomete quem já tem uma predisposição genética para ela, segundo alguns estudos."

Você pode ler mais sobre endometriose na reportagem abaixo:


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