Você é perfeccionista? 5 dicas para driblar esse comportamento

Saiba como amenizar esse padrão de comportamento nocivo que é pautado pela insegurança e baixa autoestima

Por Kizzy Andrade

Você é perfeccionista? Já se perguntou o que existe por trás do excesso de cobrança, da necessidade constante de desafiar os próprios limites e buscar a perfeição a qualquer custo?

O perfeccionismo é uma característica que pode ser “camuflada” por um simples excesso de cuidado. Mas, na realidade, ele esconde uma busca frustrada e pouco saudável por um resultado perfeito.

Diagnosticar essa tendência nem sempre é algo fácil. Afinal, além de ser uma conduta que pode ser inconsciente, ela tem total respaldo da sociedade – que aplaude e reforça esse tipo de comportamento.

Na busca por respeito e valorização, essa tendência está arraigada dentro da nossa cultura que é essencialmente competitiva. A partir desta perspectiva, podemos imaginar a quantidade de crenças coletivas que carregamos: o esforço, a luta, o sacrifício e competição são ingredientes fundamentais para conquistar o que entendemos como “sucesso”.

Como nasce a necessidade de ser perfeito?

Geralmente, adultos que possuem a necessidade de ser “perfeito” tiveram uma educação rígida, exigente e com regras inflexíveis.

Essa cobrança por comportamentos alinhados ao que se espera para conseguir a tão sonhada realização, pode funcionar como um gatilho para o perfeccionismo.

Dessa forma, o sentimento de inadequação começa a ser algo constante e a necessidade de adequação pode criar padrões de comportamentos nocivos e (tóxicos) limitantes.

Perfeccionismo X medo da rejeição

Uma personalidade perfeccionista está intimamente ligada ao medo de ser rejeitado. O desejo de que tudo saia perfeito mostra uma necessidade intensa de atender todas as expectativas e, assim, evitar o fracasso e possíveis julgamentos.

Essa dualidade entre ser perfeito e, ao mesmo tempo, ter medo de qualquer erro, pode causar diversos transtornos ao perfeccionista que circula entre dois pólos: agir com maestria para evitar lidar com possíveis críticas ou então procrastinar ao ponto de não sair do lugar.

Ambos os comportamentos são pautados pela insegurança e pelo medo de errar. Padrões marcantes da personalidade de uma pessoa com baixa autoestima.

A vergonha, o medo e a culpa pela possibilidade de algo dar errado se tornam verdadeiros monstros internos.

E isso, em longo prazo, acaba se manifestando em descontroles físicos e emocionais, já que o padrão de rigidez é tão forte que acabamos não dão conta e passamos a somatizar no corpo físico.

Vivemos em um momento em que os homens carregam a necessidade de afirmar a sua masculinidade pela força e as mulheres buscam o mito da “mulher empoderada que precisa dar conta de tudo”.

Porém, ambos os gêneros não se atentam para o fato de que buscam cotidianamente uma posição que mais machuca do que empodera e alivia. E as seguintes crenças são muito comuns:

  • “Nunca é o bastante”;
  • “Eu não sou bom o bastante”;
  • “Eu sempre preciso fazer mais”;
  • “Não há vitória e sucesso sem dor”;
  • “Eu preciso provar o meu valor”;
  • “Eu não me permito errar”;
  • “Eu provo o meu valor pelo que faço e não por ser quem eu sou”.

Você sente que tem esse padrão e crenças de alguma forma comandam as suas ações? Calma, você não está sozinho (a)!

O primeiro passo para modificar esse padrão é olhar para tudo isso com mais amor e menos culpa.

Todo perfeccionista, na realidade, sofre com uma extrema baixa autoestima, ainda que afirme ser o contrário. É a ausência ou a baixa amorosidade consigo mesmo que faz com que você se imponha padrões rígidos demais.

Fazer o que tem que ser feito com dedicação, empenho e cuidado, sem se machucar e sem se ferir é um ato de amor próprio.

Confira 5 dicas para driblar o perfeccionismo e viver de forma mais leve

1. Crie pausas para respirar conscientemente

Reserve 3 momentos do dia para parar e apenas respirar.  Apenas 1 minuto é o suficiente, mas você pode aumentar esse tempo gradativamente ao longo dos dias.

Faça 4 respirações profundas (apenas pelo nariz) e coloque toda a sua atenção na sua respiração, e se vierem os pensamentos (e eles vão vir) deixe que apenas passem por você.

A sua atenção deve estar apenas no ato de respirar. Essa prática oxigena o seu cérebro, te induz a um estado de relaxamento e te retira da agitação mental que você está acostumado (a). Além disso, ensina a sua mente e o seu corpo a caminharem na mesma direção

2. Aprenda a delegar

Delegar tarefas é algo libertador! O perfeccionista tem o hábito centralizar e assumir toda a responsabilidade para si. Além disso, carrega uma imensa dificuldade em receber ajuda.

Portanto, comece a criar o hábito de pedir auxílio e distribua certas responsabilidades para terceiros.

Quando você se permite receber ajuda, passa a perceber o fluxo da abundância e estabelece o equilíbrio entre dar e receber. Assim, você se prepara para receber muito mais da vida. Experimente!

3. Pare de se criticar

Elimine da sua vida o hábito da autocrítica. Tenha em mente que você sempre faz o seu melhor diante das circunstâncias.

É uma ilusão acreditar que poderia ter feito diferente ou ser diferente daquilo que você é agora. A partir de hoje repita mentalmente o mantra “Eu Me Aprovo”.

Faça isso todos os dias. Essa pequena frase faz milagres! No início virão milhões de pensamentos tentando te convencer do contrário (as crenças sabotadoras ainda ressoando), mas não dê ouvidos a eles, e continue calmamente no seu mantra.

Experimente por um dia e perceba os resultados!

4. Saia da rotina

Experimente quebrar padrões fazendo todos os dias algo diferente do que está acostumado (a). Pode ser um caminho diferente para o trabalho, almoçar em outro restaurante, acordar um pouco mais tarde se você tem o hábito de acordar cedo.

Essas pequenas mudanças na sua rotina ajudam a quebrar protocolos, a sua rigidez mental e padrões inflexíveis.

Assim, você conseguirá perceber que pode fazer diferente do que está habituado e isso trará mais leveza para o seu cotidiano.

5. Olhe para o todo e não para os detalhes

  • Se habitue a olhar para a grandeza daquilo que você realiza todos os dias. Crie o hábito de olhar e admirar tudo aquilo que foi construído por você até hoje.
  • Uma caneta fora do lugar, uma nota baixa, uma louça que ficou por lavar e um relatório inacabado não são capazes de anular TUDO o que você conquistou e aquilo que você já é.
  • Comemore as suas conquistas, por menores que elas sejam. Se elogie, diga para si mesmo (a): ‘Como eu sou bom (a) nisso’, ‘Eu me admiro cada vez mais pela pessoa que eu sou’.
  • Veja valor naquilo que você faz e na pessoa que você é. Tirar os olhos dos detalhes e colocar o foco no todo vai te ajudar a enxergar toda a abundância de virtudes que você já tem.
  • Tenha em mente que apenas um dia não será capaz de transformar a sua realidade, mas dia após dia, com empenho e determinação você poderá reverter toda essa tendência desgastante que está instalada na sua rotina.
  • Tenha paciência com o seu processo, pois as resistências aparecem, afinal o seu cérebro está acostumado a agir condicionado pelo velho padrão, e não há problema nisso. Algum dia você iniciou essa busca pela perfeição e criou esse hábito.

Agora, você pode criar outros hábitos mais saudáveis e alinhados com uma vida mais leve!

Imagem: Bigstock

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Kizzy Andrade

Kizzy Andrade é terapeuta holística e o seu trabalho é ajudar pessoas a transformarem as suas realidades através da potência que elas já são.
Possui formação nas técnicas do Thetahealing, Florais de Bach, Fitoenergética, Mesa Quântica Estelar, Reiki e Deeksha.

[email protected]


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