Cientistas descobrem que protetor solar é absorvido pela corrente sanguínea; efeitos ainda serão estudados

Por Metro Jornal

Múltiplos ingredientes presentes na fórmula de um protetor solar comum são absorvidos pelo corpo em vez de apenas permanecerem sobre a pele, afirma novo estudo feito por uma agência do governo estadunidense.

No experimento, cientistas descobriram que uma quantidade possivelmente maligna dos ingredientes é absorvida através da pele, e vai parar na corrente sanguínea. Testes ainda serão conduzidos para investigar se os efeitos dessa absorção, de fato, causam algum mal.

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A agência Food and Drug Administration (FDA), condutora do estudo, pediu a fabricantes de protetores para analisar a segurança de cada substância. Os ingredientes sendo estudados são a avobenzona, oxibenzona, ecamsule e o octocrylene.

"Apenas por serem absorvidos, não significa que são perigosos", ressaltou a Dra. Theresa Michele, coautora do experimento e diretora da divisão responsável na FDA.  "Por isso solicitamos mais informações".

Enquanto mais estudos não são conduzidos, Michele recomenda que pessoas continuem a utilizar protetor solar para proteger sua pele dos efeitos do sol.

A doutora também alerta para o crescimento dos casos de câncer de pele, e incentiva o uso de outros métodos de prevenção junto aos cremes protetores. Evitar exposição à radiação solar em horários nos quais é mais forte, bem como usar roupas e acessórios que cubram a pele são algumas opções.

Em resposta ao estudo, a Associação Americana de Dermatologia apontou que tais ingredientes estão presentes no protetor solar há várias décadas, e nenhum efeito colateral foi reportado em seres humanos.


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