Kawasaki Ninja H2R: saiba tudo sobre a moto mais cara vendida no Brasil

Por Teo Mascarenhas - AutoPapo
Kawasaki Ninja H2R Kawasaki/Divulgação

Quando foi apresentada em fins de 2014, a Kawasaki Ninja H2R assombrou o mundo por suas ousadas soluções de engenharia e propostas de potência e velocidade. O projeto foi desenvolvido em cooperação com outras áreas industriais da marca, que começou como estaleiro, fabricando navios e se transformou em um conglomerado de indústrias, incluindo a divisão aeroespacial, que desenvolveu as linhas aerodinâmicas. Dela, surgiram as variações Kawasaki Ninja H2, para as ruas, e a estradeira H2 SX SE. O resultado foi um desenho estiloso, cheio de apêndices que funcionam como asas invertidas, que, em vez de ajudar a decolar, empurram a moto no chão, exatamente para conservar a estabilidade e não sair voando em altas velocidades. O nome do modelo é fácil de explicar: H2 em homenagem ao histórico modelo Mach IV H2 do passado. Ninja para caracterizar as superesportivas da marca. E R de Racing.

A Ninja H2R é tão exclusiva e singular que sua produção foi limitada, e, sua comercialização mundial, feita sob encomenda para ser entregue muitos meses depois, e mesmo assim, se o futuro candidato entrar na fila e depositar nada menos do que valor equivalente a R$ 357 mil para garantir. Tudo isso, sem poder rodar nas ruas e estradas, pois ela não tem farol, retrovisores e setas, além do escape (sem catalisador) roncar muitos decibéis acima do permitido e os pneus serem lisos (slick), de competição. Acelerar, só nas pistas, ou em locais fechados, compatíveis com seu desempenho.

Kawasaki Ninja H2R Kawasaki/Divulgação

Vitamina ‘R’

Para o Brasil, foram reservadas algumas unidades, tornando-se a moto mais cara do país. O motor, com a clássica arquitetura de quatro cilindros em linha e 998 cm³ de cilindrada, é vitaminado em doses cavalares, com ajuda de um compressor mecânico (supercharger), que é acionado pelo próprio motor, diferentemente do turbocompressor clássico, tocado pelos gases do escapamento. Ele ainda é equipado com generosas tomadas de ar no bico da moto (RAM Air) que ajudam a comprimir ainda mais o ar que vai para a mistura da combustão em altas velocidades, melhorando o desempenho. Este arranjo produz a obscena potência máxima de 326 cv a 14 mil rpm, que desce para “apenas” 310 cv, só com o compressor (sem o RAM Air). O torque é de 16,8 kgfm a 12.500 rpm.

O saldo é extraordinário e transforma a Kawasaki H2R em um verdadeiro míssil terrestre, com aceleração mais rápida que as sofisticadas motos do Mundial de MotoGP, que recentemente também ganharam asas (0 a 100 km/h em cerca de 2 segundos), e ultrapassa fácil os 300 km/h de final.

Kawasaki Ninja H2R Kawasaki/Divulgação

Pilotando a Ninja H2R

Para pilotar a Ninja H2R a ajuda da eletrônica é fundamental. Para arrancar, conta com o controle de largada, que impede de dar um salto mortal para trás, quando o manete da embreagem é liberado. Tem ajuda do controle de tração em vários níveis, para se adequar a diferentes situações de aderência do piso, minimizando a tendência da roda traseira patinar. Tem também o limitador de velocidade final, regulado em cerca de 315 km/h, embora tenha fôlego para ultrapassar a marca e chegar aos 400 km/h. O banco conta com encosto lombar, prendendo o corpo nas acelerações. O parabrisa é bem inclinado, para ajudar a vencer a barreira do ar, exigindo postura mais inclinada. Mas a posição de pilotagem não exige contorcionismos. Na verdade, é muito confortável, permitindo maior intimidade com o modelo e controle da adrenalina.


Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo