A forma como o olfato humano funciona pode estar muito mais relacionado às cobras do que pensávamos, diz pesquisa

Por Rodrigo Almeida

Você já deve ter escutado que as cobras usam a língua para sentir o cheiro dos elementos. Esta interage com o ambiente e direciona as moléculas para um órgão no céu da boca do réptil. Se não fosse este mecanismo, muitas presas escapariam e a evolução seria devastadora para os milhares de espécies.

Esse fato pode ser estranho para nós humanos pelo simples motivo de que a língua é o principal órgão ligado ao paladar. Este sentido, no entanto, está mais relacionado ao olfato do que imaginávamos.

Uma pesquisa publicada no periódico Chemical Senses pretende mostrar como moléculas de odor modulam a percepção de gosto.

Diferentemente do que se aprende na escola, o estudo encontrou que ao invés de o estímulo subir em direção ao cérebro, as moléculas olfativas descem até a boca e, aí sim, um sinal é enviado ao sistema nervoso.

Os testes foram capazes de demonstrar a ligação entre paladar e olfato, pois os sinais produzem rastros de cálcio que podem ser facilmente detectados em laboratório.

Segundo o Dr. Mehmet Ozdener, pesquisador-chefe do estudo, em entrevista ao jornal britânico Express, esse pode ser um dos motivos por que sabores que causam formigamento na língua e nariz, como pimentas, wasabi e mentol sejam tão atrativos.

Os achados podem ser banais para as pessoas com nariz trancado, pois muitas relatam não sentir o gosto da comida quando nessa situação. Porém, a pesquisa foi a primeira vez em que a ligação foi analisada formalmente.


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