Pesquisa mapeia o gene da obesidade; mutações no MC4R podem suprimir ou potencializar o apetite

Por Rodrigo Almeida

A obesidade e a magridade são duas condições que mexem muito com a cabeça das pessoas em tempos modernos. É normal escutar que fulano não emagrece porque a genética não deixa, ou cicrana não engorda nem se quisesse.

Uma pesquisa publicada no jornal científico Cell usou dados do banco biológico de mais de 500 mil cidadãos britânicos para analisar o desenvolvimento dessas pessoas. Um pequeno grupo, 6%, aproximadamente, mostrou ter uma alteração capaz de suprimir o apetite.

Esses sujeitos não têm fome o tempo todo, não são obcecados por comida, não sentem ansiedade pela próxima refeição e sempre foram magros. A mesma edição publicou outro estudo, usando a mesma base de dados, no qual foi analisado o gene MC4R.

Este é responsável por mais de 300 mutações ligadas à obesidade. Segundo a Dra. Sadaf Farooqi, em entrevista ao New York Times, ele sozinho poderia ser causa da obesidade.

O estudo da Universidade de Cambridge descobriu que quando uma pessoa se sente satisfeita o MC4R passa é ativado e avisa a pessoa. Em alguns casos, o gene não funciona e a sensação não chega nunca.

Farooqui e a equipe descobriram que, em um pequeno grupo, o gene fica sempre ligado e a satisfação nunca cessa. De acordo com a pesquisadora “o gene em questão pode ser um dos principais controladores de peso já descobertos”.


Conteúdo Patrocinado
Loading...
Revisa el siguiente artículo