Autismo infantil: estudo desenvolve terapia de transplante fecal que pode reduzir severidade da doença

Por Rodrigo Almeida

Quem poderia pensar que uma terapia efetiva para o autismo poderia estar no transplante fecal? Quase ninguém, isso é verdade. No entanto, a Dra. Rosa Krajmalnik-Brown, baseou-se em duas evidências para iniciar sua pesquisa.

A primeira era de que muitas crianças autistas têm problemas intestinais e a segunda foi partir de um estudo do início dos anos 2000 que usava remédios para tratamento da flora intestinal como forma de abrandar sintomas do autismo.

De acordo com os resultados apresentados pela pesquisa, 18 crianças passaram por transplante fecal, delas 83% tinha autismo severo. Dois anos depois, apenas 13% demonstravam sinais de autismo moderado, enquanto 44% delas já tinha deixado este último grupo.

Durante o período em que eram analisadas, as crianças apresentaram queda de 45% em problemas comportamentais, de linguagem e sociais.

autismo Reprodução/ ASU

A pesquisadora-chefe, Dra. Rosa, em entrevista para o sítio institucional da Universidade do Arizona, disse que as crianças apresentaram melhoras até dois anos depois do término do estudo.

Sintomas como diarreia e problemas gastrointestinais podem causar irritabilidade e reduzir o poder de concentração de pessoas com autismo. A pesquisadora explica que “só agora estamos entendendo a relação dos micróbios intestinais com os impulsos que chegam até o cérebro”.

Os pesquisadores ainda precisam expandir os testes para que a terapia possa ser considerada segura e passe pelo processo de validação da Food and Drug Administration (FDA), órgão regulador dos EUA.

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