Dano cerebral causado pelo álcool pode continuar mesmo depois de largar a bebida, diz estudo científico

Por Rodrigo Almeida

Um estudo publicado nesta semana na revista JAMA Psychiatry mostrou que o dano cerebral causado pelo efeito do álcool persiste nas primeiras semanas de abstinência. Foi a primeira vez que cientistas conseguiram documentar este efeito fisiológico.

A equipe formada por especialistas do Instituto Neurológico de Alicante, na Espanha, e do Instituto de Saúde Mental de Mannheim, na Alemanha, usou imagens de ressonância magnética em 90 pacientes internados por problemas relacionados ao consumo de álcool.

Segundo o Doutor Santiago Canals, o fato de os sujeitos estudados estarem internados em clínicas de desintoxicação ajuda a manter os resultados verossímeis.

Em entrevista ao sítio estrangeiro Medical Express, a pesquisadora-chefe, Silvia De Santis disse que outro fator característico do estudo foi a condução, em paralelo, de um modelo no qual os cientistas puderam monitorar a transição de cérebros de ratos em estados normais para condições de dependência alcoólica.

O próximo passo para a equipe conjunta é tentar caracterizar os processos degenerativos e inflamatórios para poder investigar a progressão de sujeitos em fase de recuperação e abstinência.

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