Qual a relação entre o mosquito da dengue e a música eletrônica? Pesquisa científica explica por que você deveria escutar mais dubstep

Por Rodrigo Almeida

A pergunta não faz o menor sentido, ainda mais se você considera o estilo musical uma mistura de barulhos. No entanto, uma pesquisa científica promete mudar a forma como você escuta a música eletrônica.

Um estudo publicado no jornal científico Acta Tropical coloca o dubstep, um subgênero musical eletrônico, como um dos repelentes mais eficientes.

Cientistas criaram dois ambientes com o mosquito transmissor da dengue, o Aedes Aegypt, um livre de música eletrônica e outro em que o dubstep “fritava” solto.

Segundo os pesquisadores, em entrevista para a BBC internacional, em um ambiente livre de ruído, a atividade sexual do mosquito flui naturalmente.

Ao contrário de quando o artista americano Skrillex está tocando.

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De acordo com os resultados, as fêmeas do mosquito ficam entretidas com as canções e não copulam nem atacam tanto quanto o fariam se estivessem em um ambiente livre de dubstep.

Em outras palavras, a chave está na frequência emitida pelos parceiros sexuais e pelos alvos do mosquito. A fêmea se guia pelo som que estes emitem e, quando as canções de Skrillex tocam, a comunicação se perde.

Portanto, talvez essa seja uma boa oportunidade de dar uma chance à música eletrônica, pois como o próprio cientista responsável pela pesquise disse: os resultados criam a oportunidade de desenvolver terapias auditivas para evitar ataques do mosquito.

Faixa usada a espantar o mosquito da dengue

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